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Política
Dezembro 05, 2018 - 21:44

Comissão aprova relatório que pede investigação do vereador Maninho

Maninho Cem Por Cento

Ficha. Essa é a segunda denúncia de irregularidade contra Maninho, já condenado pela Justiça em outro caso

Foto: /Divulgação/CMSJC

Relatório da Comissão de Ética pede abertura de Comissão Processante para investigar denúncia de cobrança de 'pedágio' por parte do vereador Maninho Cem Por Cento (PTB); votação pode ocorrer já nesta quinta-feira

Thais [email protected]_thaisperez

A Comissão de Ética da Câmara de São José dos Campos aprovou nesta quarta-feira o relatório que pede a abertura de uma Comissão Processante para investigar o vereador Maninho Cem Por Cento (PTB). O parlamentar é acusado por ex-assessores de cobrar 'pedágio' por indicações em cargos na prefeitura.

O relatório foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Ética, formada por Lino Bispo (PR), Marcão da Academia (PTB), Sérgio Camargo (PSDB), José Dimas (PSDB) e Wagner Baliero (PT). Destes, apenas o petista não faz parte da base aliada do prefeito Felicio Ramuth (PSDB) -- a qual Maninho também integra.

Segundo Lino, que preside a comissão, o relatório será protocolado na manhã dessa quinta-feira e, de acordo com o regimento interno, deve entrar na pauta da sessão seguinte, que será realizada na noite do mesmo dia. "Caso a abertura da Comissão Processante seja aprovada, três vereadores serão sorteados para integrar a equipe", explicou Lino.

O presidente da Comissão de Ética afirmou que a manifestação de uma testemunha de acusação foi determinante para a aprovação do relatório. "Ele [denunciante] pediu para ser ouvido, o que poderá ser feito caso a investigação seja aberta. O parecer da assessoria jurídica da Câmara foi de que há provas suficientes para o encaminhamento ao presidente". Após a investigação, a Comissão Processante poderá resultar até na cassação do mandato de Maninho, que nega as irregularidades.

DENÚNCIA.

Maninho foi acusado por um ex-assessor de cobrar R$ 300 mensais de 'pedágio' por indicações a cargos na prefeitura. Pelo menos outras três pessoas também teriam sido vítimas desse esquema.

Esse caso também é investigado pelo Ministério Público.

Em agosto, em outro caso, Maninho foi condenado por improbidade administrativa pela Justiça por manter um assessor na Câmara que, na verdade, trabalhava para seu empreendimento particular..

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