Inclusão e representatividade são aposta de Papais Noéis da região

Além de propagar felicidade, esperança e prosperidade durante o Natal, os novos heróis natalinos se destacam como símbolos de representatividade e oportunidades iguais nos principais shoppings da região

Da redaçã[email protected] | @jornalovale

A figura do Bom Velhinho está incentivando a inclusão social no Vale do Paraíba. Além de propagar felicidade e esperança, os novos heróis natalinos se destacam como símbolos de representatividade e oportunidades iguais.

Nos principais shoppings da cidade, os visitantes se deparam com Papais Noéis que se destacam, seja por saber linguagem de sinais ou pela cor da pele.

Em comum, além da já tradicional roupa vermelha, todos mantêm vivo o espírito natalino, fazendo alegria das crianças de todas as idades.

É o caso de José Mário Graciano, joseense com 69 anos de idade e 14 de Papai Noel.

Ao conhecer duas irmãs gêmeas com deficiência auditiva em 2014, o Bom Velhinho se comoveu e decidiu estudar a linguagem de sinais.

"Mesmo sem saber me comunicar com elas, eu fiquei muito emocionado, aquilo me encantou tanto que decidi procurar uma especialização. Foi então que o pessoal da AADA (Associação de Apoio ao Deficiente Auditivo) me auxiliou, juntamente com a prefeitura e a pastoral das letras, para o curso básico de libras que fiz. Agora, com a inclusão, consigo me comunicar com as crianças e levar o mesmo carinho a todas elas", disse Graciano, que recepciona a população no Shopping Colinas, em São José dos Campos.

O shopping também conta com um bom velhinho que fala inglês, o Papai Noel Paulo, que atende das 16h às 22h. A ideia de um Papai Noel bilíngue nasceu pela quantidade de famílias estrangeiras que frequentavam o local.

O Noel Rubens Campolino, de 69 anos, é metalúrgico aposentado e recebe os visitantes pelo segundo ano consecutivo no Vale Sul Shopping. O bom velhinho ganhou muito destaque nas redes sociais com repercussão sobre a importância da representatividade, principalmente por se tratar de uma área de atuação na qual predominam pessoas brancas. "É um prazer enorme fazer parte da magia do Natal. Eu fico muito contente", conta.

Rubens afirma que nunca sofreu preconceito, mas reconhece a importância que tem na vida de muitas famílias e reforça o papel da representatividade e diversidade entre os Papais Noéis.

"Muita gente vem de longe me ver, eu sempre penso que minhas filhas não viram um Papai Noel negro, mas meus netos me viram. Acredito na frase que diz que as pessoas não vão ser julgadas pela cor, vão ser julgadas pelo caráter", contou o bom velhinho..