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Brasil
Dezembro 14, 2018 - 21:18

JESUS NO PÉ DE GOIABA

Carlito Paes Bacharel e Mestre em Teologia, pastor Líder da Igreja Batista da Cidade de São José dos Campos, autor de mais de 20 livros, palestrante sobre liderança. Colunista Quinzenal de O VALE

Esta semana, acompanhei como muitos brasileiros a composição final da equipe ministerial do novo governo de Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil. Ele indicou 22 nomes, já temos um grande feito, considerando os 39 ministros do governo da Presidente Dilma Roussef e 29 do governo de Michel Temer, sem falar que pela primeira vez, acompanhamos cada indicação com expectativa e para o bem do Brasil, os ministérios foram compostos em sua grande maioria por nomes de técnicos de alta performance. O fato que desejo destacar, vem fruto da indicação do último nome na equipe do presidente, a nova ministra para a pasta dos direitos humanos, Damares Alves. Você conhece esta mulher? Que foi atacada nas redes sociais, ridicularizada em sua fé, devido a um episódio de sua vida, quando ela tinha apenas 10 anos de idade, e iria tentar o suicídio fruto da pressão emocional, pelos abusos sexuais sofridos na sua infância por anos.

Eu não a conheço pessoalmente, nunca fui a uma palestra dela e ela nunca palestrou na igreja onde sirvo como pastor. Mas, eu procurei conhecer sua história, e descobri que Damares não foi apenas assessora parlamentar por muitos anos. Nos últimos 20 anos, não houve nenhum parlamentar engajado em algum nível com questões de família, defesa da vida e da infância que não tenha consultado a opinião de Damares Alves sobre algum projeto de lei no Congresso Nacional. Ela tem 54 anos, cresceu no Sergipe, mas morou em várias cidades do Nordeste na juventude; de origem humilde, ela é filha de um pastor e de uma dona de casa. Quando criança, aos 6 anos de idade, foi abusada sexualmente. A violência foi tão brutal que a tornou incapaz de gerar uma criança em seu útero. Atualmente, sua filha tem 19 anos e, assim como a mãe, se dedica às minorias, sobretudo às causas indígenas.

No final da década de 80, no Sergipe, Damares fundou o comitê estadual do Movimento Nacional Meninas e Meninos, cuja principal função era a proteção de crianças moradoras de rua. Nesse período, por diversas vezes, transformou seu próprio apartamento em lar temporário para essas crianças.

Damares foi uma das fundadoras do Movimento Brasil Sem Aborto, a entidade organizada mais influente na defesa dos nascituros no Brasil. É palestrante reconhecida nacionalmente pelo combate à pedofilia. É coordenadora do Movimento Nacional Brasil Sem Drogas. Advoga voluntariamente, há 30 anos, para mulheres em situação de vulnerabilidade social e violência doméstica. É coordenadora do Instituto Flores de Aço, com sede em Brasília, que milita em defesa dos direitos da mulher.

Será que agora todos os que tem uma visão espiritual, precisarão sofrer bullying pela sua fé? Se eu não tenho fé, não deveria me preocupar com a visão espiritual de quem crê, não é mesmo? Eu acredito que Jesus aparece quando quer e como quer, e se comunica na linguagem da pessoa a quem se dirige. Lamento os que zombam da fé alheia e comemoro os milhões que sabem que Jesus está vivo, e aparece tantas vezes. Tenho estado regularmente no Oriente Médio e na Ásia, e já ouvi muitos relatos de pessoas que conversaram com Jesus por visão.

A narrativa de Damares, que tanto está sendo criticada, não é nem de longe a mais estranha. A Bíblia está lotada de histórias sobrenaturais. Estado laico é aquele que respeita todas as manifestações religiosas, vale lembrar. E como disse o filósofo Francês Voltaire: "Não concordo com uma só palavras do que dizes, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la" Mais respeito e amor, por favor!.

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