São José dos Campos
20º / 26º
No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Política
Novembro 06, 2018 - 22:23

Cadastramento de famílias sem-teto no CDHU deve levar 3 anos

Novo Pinheirinho

Ocupação. Famílias migraram para outra área e aguardam moradias

Foto: /Rogério Marques/OVALE

Após a reintegração de posse do terreno, governo estadual se comprometeu a fazer o cadastro das 1.181 famílias no programa habitacional da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano)

Julia [email protected]

O cadastramento das famílias que integravam a ocupação 'Quilombo Coração Valente', em Jacareí, deve levar até três anos, de acordo com o governo do Estado. A administração estuda criar unidades habitacionais em terrenos de Jacareí e São José dos Campos para abrigar as 1.181 famílias sem-teto. Juntos, os municípios têm 28 mil famílias na fila da habitação -- 16 mil em Jacareí e 12 mil em São José.

Os integrantes da ocupação temem que o acordo possa sofrer alterações após a posse de João Doria (PSDB), eleito novo governador de São Paulo. Em diversas declarações o ex-prefeito de São Paulo prometeu melhorar o policiamento em propriedades rurais no interior do estado para impedir invasões e disse que "invasores serão considerados criminosos".

"O povo aqui realmente não tem para onde ir. Se houver outra reintegração, não acontecerá pacificamente como a última. Vamos resistir, não terá mais acordo. Chegou ao fim, a única opção que temos é ficar", afirmou a líder do movimento sem-teto, Elisângela da Silva.

Procurada, a assessoria do futuro governador informou que João Doria está focado no processo de transição do governo, iniciado nesta terça-feira, e "não tem como avaliar essa questão sem sequer estar de posse das informações".

A Secretaria de Habitação informou que está em encaminhamento o cadastro dessas famílias para um programa de parceria com as entidades. "A atual gestão da pasta continuará a se reunir com o máximo de movimentos de moradia e prefeituras para encaminhar a maior quantidade de projetos de moradia popular", diz a nota.

MORADIAS.

Em entrevista a OVALE, o secretário estadual de Habitação, Paulo Cesar Matheus da Silva, havia informado que o plano de disponibilizar moradias para as famílias sem-teto deverá ser feito, primeiramente, por meio de programas habitacionais do Estado. Quando as vagas dos programas se esgotarem, o governo estadual deve buscar auxílio dos municípios, que deverão colaborar com terrenos públicos que não estão vinculados a nenhum projeto.

Depois da ordem judicial para a reintegração de posse do primeiro terreno, o governo do Estado se comprometeu a fazer o cadastro de 1.181 famílias no programa habitacional da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). O processo deve levar até 36 meses, de acordo com a administração.

"A área é particular. Se fosse publica, poderíamos atendê-las com aluguel provisório social. Não como há estalar os dedos e fazer aparecer moradia", disse o secretário..

Publicidade
Publicidade
Publicidade  
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

BRASIL

MUNDO