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Novembro 06, 2018 - 21:58

Eleições nos EUA vão definir o panorama político no Congresso

Votação nos EUA

Risco. Imigrantes de El Salvador e Guatemala buscam vida melhor

Foto: Luis Villalobos/EFE/Agência Brasil

Dois anos após a vitória de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, os norte-americanos voltaram às urnas nesta terça-feira para escolher deputados, senadores, governadores e representantes estaduais e regionais

Leandra FelipeAgência Brasil

Dois anos após a vitória de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, os norte-americanos voltaram às urnas nesta terça-feira para escolher deputados, senadores, governadores e representantes estaduais e regionais. As chamadas "mid term", ou eleições de meio-mandato, podem mudar o cenário de apoio político no país por definir o controle majoritário na Casa de Representantes (Câmara dos Deputados) e no Senado.

Os eleitores americanos vão escolher dois terços do Senado (35 senadores) e todos os 435 deputados. Além disso, serão eleitos governadores de 36 estados e três territórios, bem como deputados estaduais e representantes distritais (municipais).

As últimas pesquisas de intenção de voto mostram que a tendência é de que os democratas saiam vitoriosos na Câmara, conquistando a maioria das cadeiras. No Senado, apenas dois terços dos lugares serão renovados, mas a projeção é de uma vitória republicana. O cenário nas eleições estaduais também é amplamente disputado. Os republicanos controlam 33 dos 50 estados americanos. Há eleições em 26 estados republicanos que tentam não perder terreno.

Caso confirmem as intenções de voto para a Câmara, os democratas podem passar a ser maioria e controlar a casa, podendo bloquear a agenda legislativa de Trump. Analistas entrevistados pela imprensa norte-americana dizem que as eleições de meio de mandato costumam condicionar a forma de agir do presidente, exigindo maior capacidade de diálogo e de articulação política no caso de uma vitória do partido de oposição.

ENGAJAMENTO.

Trump participou de vários comícios nas últimas semanas, visitando estados e convidando eleitores republicanos a votar. Nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório.

Na reta final, o presidente Donald Trump intensificou a retórica contra imigrantes, na mesma linha da campanha presidencial. Ele enviou 5.200 militares para a fronteira com o México, com a promessa de triplicar esse número para impedir a entrada de uma caravana de cerca de 5 mil pessoas que deixaram a Guatemala e Nicarágua em uma travessia do território mexicano até a fronteira com os Estados Unidos, em busca de melhores condições de vida.

Trump também prometeu assinar um decreto para acabar com a cidadania de crianças nascidas em território norte-americano, filhas de imigrantes. A intenção de assinar o decreto, anunciada por ele na semana passada, foi amplamente criticada por ser considerada inconstitucional. No lado oposto, o ex-presidente Barack Obama também se engajou na campanha. Obama tem participado de comícios para tentar aumentar o número de eleitores democratas..

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