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Novembro 05, 2018 - 21:08

Irã cobra a ONU sobre as sanções criadas pelos EUA

Parada Militar em Teerã

Sanções. Exército iraniano durante parada militar em Teerã

Foto: Iran Military

Segundo o país do Oriente Médio, a conduta norte-americana é 'irresponsável' e precisa de uma resposta coletiva da comunidade internacional para defender o Estado de direito

Das agências @jornalovale

O Irã pediu nesta segunda-feira para que as Nações Unidas e os países que a integram deem uma "resposta coletiva" às novas sanções impostas pelos Estados Unidos, que entraram em vigor nesta segunda.

"Esta conduta irresponsável dos EUA requerem uma resposta coletiva da comunidade internacional para defender o Estado de direito, impedir que enfraqueça a diplomacia e proteger o multilateralismo", afirmou o embaixador iraniano na ONU, Gholamali Khoshroo, em carta ao secretário-geral, António Guterres.

Essa carta, divulgada pela delegação do Irã, defende que a ONU e seus Estados-membros devem "resistir" às sanções e fazer com que os EUA prestem contas.

Khoshroo lembrou que o acordo nuclear assinado em 2015 foi consagrado com uma resolução do Conselho de Segurança da ONU e afirmou que as medidas impostas por Washington "violam flagrantemente" esse documento.

O embaixador iraniano argumenta que são "sanções ilegais" e que vão contra a carta de fundação das Nações Unidas, especialmente pela aplicação extraterritorial.

Segundo o Irã, as medidas representam uma "discriminação contra civis com base no seu país de residência ou nacionalidade" e atacam o livre-comércio internacional.

As novas sanções americanas penalizam a venda de petróleo iraniano, as transações financeiras com o Banco Central e o setor portuário do país, em uma tentativa de aumentar a pressão econômica sobre Teerã, após a decisão do governo de Donald Trump de abandonar o acordo nuclear de 2015.

DISPENSADOS.

Ainda nesta segunda, o ssecretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, anunciou que os oito países que não sofrerão sanções por comercializar com o Irã são China, Índia, Itália, Grécia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Turquia. Pompeo anunciou em entrevista coletiva os oito países que serão contemplados durante seis meses com uma isenção das sanções que Washington voltou a impor como parte de sua decisão de adotar uma postura similar à vista antes da assinatura do acordo nuclear de 2015..

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