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Política
Outubro 09, 2018 - 23:15

Revés de lideranças de Taubaté enfraquece políticos para 2020

Pollyana Gama, Douglas Carbonne e Padre Afonso

Xeque. Pollyana Gama e Padre Afonso se uniram contra Ortiz em 2016

Foto: /Divulgação

Sem mandato, nomes como Padre Afonso (PV) e Pollyana Gama (PPS) devem chegar enfraquecidos para a disputa pela prefeitura em 2020; estratégia de pulverizar votos é atribuída ao prefeito Ortiz Junior (PSDB)

Da redaçã[email protected]

O fracasso nas urnas dos principais nomes da política taubateana que concorreram a deputado estadual ou federal nesse domingo enfraquece eventuais postulantes à disputa pelo Palácio do Bom Conselho em 2020.

Como o atual prefeito, Ortiz Junior (PSDB), não poderá tentar uma nova reeleição daqui a dois anos, conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados era o objetivo de quem pretende sucedê-lo na próxima eleição municipal.

Nos bastidores da política taubateana, lideranças de diversos partidos atribuem o fracasso nas urnas a dois fatores. Um deles, nacional, é a onda conservadora encabeçada pelo candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), que impulsionou candidatos alinhados com suas ideias. O outro, local, seria uma estratégia de Ortiz, de inflar o número de postulantes da cidade e pulverizar os votos no município. Tanto políticos alinhados ao prefeito quanto lideranças de outros grupos já esperavam essa tática, e todos avaliam que ela foi bem executada pelo tucano.

Durante a campanha, Ortiz pediu votos para vereadores, ex-vereadores, lideranças locais e até candidatos de outras cidades do Vale e também de outras regiões.

ALVOS.

Os principais alvos dessa estratégia seriam o deputado estadual Padre Afonso (PV) e a ex-vereadora e ex-deputada federal Pollyana Gama (PPS), que na eleição municipal de 2016 se uniram contra Ortiz.

Padre Afonso, que teve 31.611 votos em Taubaté em 2014, obteve apenas 23.412 votos no município dessa vez. No total de São Paulo, sua votação caiu de 81.837 para 59.156.

O político do PV não conseguiu se reeleger para um quinto mandato na Assembleia. Abalado, não quis conversar com a reportagem sobre seu futuro político.

Já Pollyana Gama viu sua votação na cidade cair de 29.858, em 2014, para 10.698, em 2018. No total, foi de 35.854 para 27.956, ficando fora da Câmara dos Deputados. Ao jornal, Pollyana disse que "a estratégia [de Ortiz] de pulverizar votos era previsível". Nos próximos anos, atuará como professora da rede municipal.

CENÁRIO.

Procurado nessa terça-feira, Ortiz não comentou o xadrez político da cidade. É consenso, nos bastidores, que a estratégia do tucano era enfraquecer eventuais candidatos a prefeito em 2020, ampliando seu cacife para escolher um sucessor. No grupo do prefeito, quatro nomes tentam se fortalecer: o vice-prefeito, Edson Oliveira (PSD), o chefe de gabinete, Edsson Chacrinha, o secretário de Educação, Claudio Macaé, e o vereador Guará Filho (PR)..

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