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Brasil
Outubro 08, 2018 - 23:05

Bolsonaro fala em buscar união; Haddad visa 'forças democráticas

Bolsonaro e Haddad

Bolsonaro e Haddad

Foto: Agência Brasil

Dono da maior votação do primeiro turno, candidato do PSL promete unir o Brasil e pacificar, mas evitou falar sobre busca por apoio de candidatos de centro; petista mira Ciro Gomes, Marina, Meirelles e até Alckmin

Da Agência [email protected]

Após obter 49,2 milhões de votos no primeiro turno, o candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, disse nesta segunda-feira que pretende intensificar a campanha eleitoral nos próximos dias, mas depende de uma avaliação médica no dia 10. Segundo ele, a intenção é procurar a união para o segundo turno com os adversários derrotados e eventuais aliados.

"O discurso é de união, queremos unir o Brasil e pacificar", afirmou o candidato à Presidência durante quase 20 minutos de entrevista exclusiva concedida à Rádio Jovem Pan.

Questionado se pretende conversar com eventuais aliados e eleitores de centro, que não o apoiaram no primeiro turno, o candidato respondeu com bom-humor. "Não posso virar o Jairzinho paz e amor e me violentar, eu tenho de continuar sendo a mesma pessoa."

HADDAD.

Fernando Haddad (PT) reiterou ainda sua disposição de buscar apoio em "forças democráticas" representadas por candidaturas derrotadas no primeiro turno. Ele citou nomes de "alta respeitabilidade", embora com divergências, os candidatos à Presidência Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB).

Bolsonaro diz que vai manter o Bolsa Família

Questionado sobre as propostas econômicas, Jair Bolsonaro reiterou que tem conversado com sua equipe, liderada por Paulo Guedes, e que nesta terça-feira terá uma reunião. Ele destacou que pretende extinguir estatais, mas não mencionou quais, e manter o programa Bolsa Família, mas combatendo o que considera fraudes. " Não podemos cortar esse programa porque seria uma desumanidade." Mais uma vez, ele ressaltou que é contrário à recriação da CPMF, o imposto do cheque, e disse que ao admitir que pouco entende de economia, quis demonstrar ser humilde. "Eu dou os ingredientes, eles [os integrantes da equipe econômica] fazem o bolo", afirmou o candidato.

Haddad fala em contrapor as ideias do neoliberalismo

O candidato à Presidência da República Fernando Haddad (PT) ressaltou nesta segunda-feira que o respeito aos valores democráticos será a base de sua campanha. Segundo ele, apresentará seu plano econômico sustentado na preservação do Estado do bem-estar social.

Em viagem a Curitiba, Haddad destacou que combaterá o neoliberalismo, uma das bandeiras defendidas pelo adversário Jair Bolsonaro (PSL).

"O retorno do neoliberalismo vai agravar a crise e vamos seguir um modelo que não deu certo na Argentina", disse Haddad em entrevista coletiva, após visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há seis meses na Superintendência da Polícia Federal.

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