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Política
Setembro 13, 2018 - 22:44

Polícia Civil pede prorrogação de inquérito que apura 'Farra das Viagens' em Taubaté

Câmara de Taubaté

Agência de viagens. O caso é apurado nas esferas cível e criminal

Foto: /Rogério Marques/OVALE

Investigação, iniciada em agosto, tinha prazo inicial de 30 dias para ser finalizada, mas é considerada muito complexa; ao fim da apuração, os 14 vereadores, que já foram ouvidos, podem ser denunciados por peculato

Julio [email protected]

A Polícia Civil solicitou à Justiça mais prazo para concluir o inquérito que investiga o escândalo da 'Farra das Viagens', revelado pelo jornal em julho. A investigação, iniciada em agosto, tinha prazo inicial de 30 dias para ser finalizada.

A prorrogação depende da Justiça. A tendência é que um novo prazo de 30 dias seja concedido. Se houver necessidade, esse período poderá ser dilatado novamente. Na última terça-feira, os 14 parlamentares citados no escândalo foram ouvidos na Delegacia Seccional de Taubaté.

"Estamos em uma fase ainda inicial. Já ouvimos vereadores. Agora, vamos para a análise de documentos", disse o delegado Rubens Garcia Neto, responsável pelo inquérito. "Ainda precisamos ver se será necessário, por exemplo, perícia contábil. Vai depender da complexidade da investigação. Até o momento, ainda não dá para concluir nada", concluiu.

ESCÂNDALO.

Em julho, o jornal revelou que vereadores inflavam os gastos nas notas fiscais para engordar o reembolso que receberiam do Legislativo.

Após analisar 532 relatórios de viagens oficiais feitas entre janeiro de 2017 e julho de 2018, a reportagem detectou 126 notas fiscais irregulares, algumas de uma mesma viagem. O esquema consistia na apresentação de notas fiscais com refeições de mais de uma pessoa (como quatro rodízios em uma só refeição), com consumo de quantidade improvável de comida (até 4,4 quilos por apenas uma pessoa) ou pratos com valores acima do razoável (até R$ 424).

As notas fiscais irregulares renderam ressarcimento de R$ 16.285,98 aos 13 vereadores e um suplente de parlamentar envolvidos no caso. Eles negam as irregularidades.

Presidente em exercício da Casa diz não saber de processo interno

Presidente em exercício da Câmara desde o fim de agosto, o vereador Nunes Coelho (PRB) disse que não sabe que procedimentos foram adotados pelo Legislativo para apurar o caso internamente.

No dia 26 de julho, com base nas reportagens do jornal, o PSL solicitou que os vereadores citados no escândalo tivessem os mandatos cassados por quebra de decoro parlamentar.

Pelo regimento interno, a denúncia deveria ter sido submetida ao plenário. Desde então, a Câmara não informa se alguma providência foi tomada. "Eu não sei de nada", afirmou Nunes.

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