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Setembro 13, 2018 - 22:45

Em visita a São José, Mara Gabrilli cobra mais direitos à diversidade

Mara Gabrilli

Mara Gabrilli

Foto: /Rogério Marques/OVALE

Principais propostas da candidata do PSDB paulista às corridas eleitorais pelo Senado Federal abrangem as áreas de educação, saúde e a promoção de direitos que garantam a inclusão da diversidade no país

Thaís Leite @_thaisleite

Psicóloga, publicitária e única deputada federal tetraplégica no país, Mara Gabrilli (PSDB) corre para conquistar uma cadeira no senado pelas eleições de 2018.

A política, que defende independência sobre seu partido e defesa dos direitos para a diversidade, esteve em São José dos Campos nesta quinta-feira e apresentou suas principais propostas a OVALE.

Como ex-gestora da Secretaria da Pessoa com Deficiência da capital paulista, ela defendeu a manutenção da pasta, a qual João Doria, que concorre ao governo pelo mesmo partido de Mara, cogitou extinguir.

Confira os principais trechos da entrevista:

SENADO

Eu já venho fazendo um trabalho há alguns anos defendendo o direito das pessoas, e um trabalho melhorando a vida das pessoas. Você defender o direito de pessoas é política de estado sim, até porque eu entrei na política para trabalhar com o público mais vulnerável que tem nesse país, e isso acabou me credenciando para trabalhar com vários públicos. O trabalho que eu faço, não consigo ir adiante se não tenho uma boa estrutura de educação e saúde, e tem algumas questões relacionadas a esses temas que a gente acaba trabalhando com orçamento. O senado é um espaço diferenciado e de outra envergadura para trabalhar determinadas questões.

SAÚDE.

Enquanto a gente não atualizar a tabela do SUS e remunerar melhor os profissionais a gente não vai ter um bom atendimento. Uma das minhas propostas é melhorar a gestão em saúde, porque muito do que a gente faz na saúde a gente joga dinheiro no lixo. Por exemplo, a judicialização, porque quando a gente não tem saúde pública, a política pública é a judicialização e quando você judicializa um medicamento, o nosso Ministério da Saúde paga muto mais por um medicamento ao invés de fazer uma distribuição igualitária para todo mundo que precisa. Isso está deixando a saúde do país muito doente.

EDUCAÇÃO.

Estamos em uma situação que de todas as crianças que ingressam no ensino básico, no ensino infantil, somente metade chegam no ensino médio. O que está acontecendo no Brasil hoje é que essas crianças vão ficando para trás e como a gente quer se desenvolver se o capital humano está ficando para trás? Se a gente não fizer esse investimento em professor, a gente não consegue ir adiante.

PRIORIDADES.

Educação, saúde e desenvolvimento dos municípios. A vida das pessoas acontece nos municípios, e é nos municípios que a gente vai conseguir fazer investimento em calçada, em educação, em segurança, em saúde. Porque hoje mesmo em muitos centros aqui [do Vale do Paraíba], que é um polo tecnológico e agropecuário, muitas vezes as pessoas precisam sair de onde elas estão para ter um atendimento de saúde de qualidade. A gente tem que levar isso para perto do cidadão. Uma região como essa, se a gente consegue pegar as escolas técnicas, as faculdades técnicas, e fazer uma interação com o ensino médio, e ainda levar isso para a iniciativa privada, como interação, a gente começa gerar emprego em cima de inovação e tecnologia, que é uma vocação aqui da região.

SEGURANÇA.

Tenho visto muito o Doria falar sobre isso, e é uma coisa que dá pra trabalhar junto com ele, de trazer os BAEPs, que tem padrão rota de segurança. Por incrível que pareça os níveis de violência em São Paulo reduziram muito, mas teve um que subiu, que é a violência contra a mulher. O Doria está falando em aumentar em 40 o número de delegacias de mulheres no estado, mas nós somos em 645 municípios, então não dá para colocar uma delegacia em cada cidade, mas a gente tem que qualificar todas as delegacias e quem atende.

DIREITO PARA TODOS.

Meu trabalho sempre foi pautado na diversidade. Quando a gente fala de pessoa com deficiência tem várias questões estruturais, como calçada não acessível. Aqui em São José o transporte é todo acessível, mas imagina que depois de transformar toda a frota o motorista vê o idoso e o cadeirante no ponto de ônibus e não para? Adiantaria o que todo o investimento se a barreira de atitude do motorista inviabilizou o ir e vir daquele cidadão? É a mesma coisa quando a gente fala de outro tipo de discriminação. A gente tem que transformar as pessoas de dentro para fora. Quando a gente fala de inclusão, é inclusão em todos os setores.

EXTINÇÃO DA SECRETARIA.

Foi um pouco de falta de diálogo. Ele [o Doria] é um gestor e a gente sabe que é um gestor de qualidade na iniciativa privada. Ninguém chega da iniciativa privada no poder público sabendo tudo, porque é um outro mundo, e ele chamou a Secretaria de Pessoa com Deficiência de penduricalho. Fiquei brava porque é uma secretaria que faz muito mais, com muito menos recurso. Se depender de mim, não deixo não. A gente não poder viver em um país que a gente pense só na gente, quando você tem uma condição melhor. Se não melhorar a condição de quem é vulnerável, os outros também não vão adiante..

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