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Agosto 06, 2018 - 23:41

Autores do Vale se reúnem em estande da Bienal do Livro

Estande coletivo editorial

Estande coletivo editorial

Foto: Divulgação

Paula Maria [email protected]

Talento não lhes faltam: as histórias presentes no livros já publicados pelas bandas de cá são bacanas... Mas, é fato: muitos autores do Vale do Paraíba pecam pela ausência do chamado "business".

Acredite, convencer o futuro leitor de que aquela obra vale a pena ser lida não é tarefa fácil - o mercado editorial que o diga. E sem uma boa edição, com capa feita por um designer especializado no setor e um estudo de distribuição, fica ainda mais difícil.

Foi pensando nisso e numa forma de auxiliar os autores locais a ganharem visibilidade no mercado nacional, que John Petson, diretor executivo do Coletivo Editorial, e Pedro Rubim, editor do Almanaque Urupês, se uniram para um feito: montar o primeiro estande com autores do Vale do Paraíba da Bienal do Livro de São Paulo.

"Se hoje temos músicos que já vivem da sua arte aqui na região, nas letras o cenário é mais complicado. Um escritor precisa de ajuda profissional para aprimorar a entrega do seu trabalho. E não podemos esperar que o governo fomente o setor. Precisamos também agir", afirmou Rubim.

O diálogo sobre a possível parceria começou ainda em meio a Semana Monteiro Lobato, quando editoras locais foram convidadas pelo Almanaque Urupês, uma das organizadoras do evento em Taubaté, a exporem o seu catálogo.

"O Urupês faz um grande trabalho de projeção desses autores locais. Ainda assim, há uma carência muito grande no setor. E, inspirado nessa ação, propusemos fazer esse trabalho de forma nacional", disse Petson.

Os autores valeparaibanos expõem no estande da Coletivo Editorial, montado no número 64 da rua M. Assim, dentre os autores pertencentes ao catálogo da editora - cerca de 300 escritores nacionais e internacionais - 10% são autores da região.

"Queremos que os escritores do Vale do Paraíba interajam com esse mercado nesse ambiente. Nosso intuito é ainda criar uma ponte para que as pessoas, visitantes do evento, conheçam a nossa produção", disse Rubim.

O resultado, segundo a dupla, tem sido positivo. "Neste ano, nossa ideia nem era vender livro, mas as pessoas entram no estande, se interessam por alguns títulos e querem comprá-los", contou o diretor.

Novidade.

O espaço montado pela Coletivo Editorial na Bienal traz ainda uma novidade. Criada para auxiliar pequenas editoras e autores, a empresa apresenta no evento a "smart touch machine", máquina de serviço autônomo desenvolvida integralmente em Taubaté.

Lembram aquelas "geladeiras" que podem ser vistas no metrô paulistano. Mas, em vez de latinhas de refrigerante, livros. "Foi um ano e meio de pesquisa e um ano de produção. O que estamos apresentando na Bienal é um protótipo, ainda há alguns ajustes de layout a ser feito", explicou Petson.

"O diferencial está no sistema, que permite que o usuário leia a sinopse do livro; veja materiais extras, como breve biografia do autor e 'book trailers'", continuou.

O sistema em rede permite ainda que o usuário tenha acesso a todo o catálogo de obras que estarão presentes nas máquinas. E, caso o livro desejado não esteja na máquina que estiver sendo usada, pode-se comprá-lo ali mesmo de forma on-line e recebê-lo em casa.

Segundo o diretor da Coletivo, a máquina surgiu como uma opção para que pequenas editoras possam estar no mercado em pé de igualdade com editoras maiores.

"Hoje, o pequeno e o médio editor não têm condições de competir com as grandes editoras. Graças a um custo fixo alto, elas não conseguem dar os descontos pedidos pelas livrarias. A máquina é uma possibilidade de ela concorrer no mercado editorial, ainda que com uma tiragem menor", conclui. A máquina deverá estar no mercado em 2019.

Serviço.

A 25ªBienal do Livro segue até o dia 12 de agosto, na av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana, São Paulo. Há ônibus gratuitos partindo da rodoviária do Tietê para a feira.

Entrada a partir de R$ 20..

 

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