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Política
Agosto 09, 2018 - 23:51

Apenas dois dos dez vereadores de Taubaté citados na Farra das Viagens eram favoráveis à divulgação das notas

Câmara de Taubaté

Câmara de Taubaté

Foto: Rogério Marques

Em enquete feita pelo jornal em março, dois vereadores que acabaram envolvidos na Farra das Viagens se disseram favoráveis à divulgação dos relatórios de viagens; outros dois foram contra e os seis restantes ficaram em cima do muro

Julio [email protected]

Dos dez vereadores envolvidos no escândalo da ‘Farra das Viagens’, apenas dois eram favoráveis à divulgação dos relatórios das viagens oficiais pela Câmara.

Foi com base nesses relatórios que o jornal descobriu o esquema, que consistia em ‘inflar’ os gastos das notas fiscais para ‘engordar’ a despesa que seria reembolsada pelo Legislativo.

A enquete com os vereadores foi feita em março desse ano, quando o jornal aguardava a decisão judicial sobre o tema – em julho, a Justiça decidiu que a Câmara deveria fornecer os documentos à reportagem.

Naquela ocasião, entre os vereadores que acabaram citados no esquema, apenas Bilili de Angelis (PSDB) e Graça (PSD) se disseram favoráveis à divulgação dos relatórios.

SEM TRANSPARÊNCIA.

Outros dois vereadores citados no escândalo se disseram contrários à divulgação dos relatórios: Diego Fonseca (PSDB) e Douglas Carbonne (PCdoB).

“Divulgar o que fui fazer na viagem, não vejo problemas. Mas a nota fiscal do que eu comi ou deixei de comer, acho uma coisa invasiva”, afirmou Carbonne na época. As reportagens da ‘Farra das Viagens’ revelaram que o comunista apresentou notas com valores superiores a R$ 300 em uma refeição e com até seis pratos em um só almoço.

Presidente da Casa, Diego Fonseca não respondeu à enquete do jornal, mas já havia se posicionado contrariamente na defesa apresentada à Justiça. O tucano apresentou notas, por exemplo, com consumo de três quilos de comida em uma só refeição. Ele também era o responsável por autorizar o ressarcimento de todas as despesas de viagem.

NO MURO.

Outros seis vereadores que acabaram citados no escândalo ou não quiseram responder a enquete de março ou disseram preferir esperar a decisão judicial.

São eles: Alexandre Villela (PTB), Bobi (PV), Dentinho (PV), Gorete Toledo (DEM), Jessé Silva (SD) e Vivi da Rádio (PSC).

“Acho que tem que ser feito o que a Justiça decidir”, disse Villela na época. “Minha opinião hoje é aguardar e obedecer a decisão judicial”, afirmou Dentinho na ocasião. “Já que o caso está na Justiça, eu prefiro não comentar, mas estou à disposição para cumprir tudo que for indicado pelo juiz ou Ministério Público, até porque eu faço tudo de acordo com o regimento e o que a lei me permite”, argumentou Vivi em março.

“Entendo que o relatório de viagens faz parte das ações estratégicas de cada vereador. E divulgando o destino e município é o suficiente para o exercício da transparência. Mas a Justiça irá decidir sobre isso. Sou a favor do que for decidido pela Vara da Fazenda [Pública]”, afirmou Jessé ao jornal na época.

OUTROS.

Entre os nove vereadores não citados no esquema, cinco disseram ser favoráveis à divulgação dos relatórios, em março: Boanerge dos Santos (PTB), Loreny (PPS), João Vidal (PSB), Guará Filho (PR) e Orestes Vanone (PV).

Outros três não quiseram opinar – Noilton Ramos (PSL), Nunes Coelho (PRB) e Digão (PSDB) – e apenas um se posicionou contra: Neneca (PDT).

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