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Política
Agosto 04, 2018 - 00:02

Defensoria apoia permanência de moradores no Banhado em São José

Banhado

Banhado. Local foi transformado em núcleo congelado em 2014, sem poder realizar novas construções

Foto: Rogério Marques/OVALE

Após ação de desocupação no Banhado iniciada no mês de agosto pela prefeitura, Defensoria se posiciona contra retirada de famílias e cobra melhorias no saneamento básico e regularização do bairro

Julia [email protected]

Após o anúncio da Prefeitura de São José dos Campos sobre a desocupação da favela do Banhado, na região central, a Defensoria Pública informou apoio à permanência das famílias na comunidade e cobra regularização do bairro.

De acordo com o defensor público Jairo Salvador de Souza, o bairro necessita de melhorias no saneamento básico. "A condição em que essas famílias vivem é de extrema precariedade", conta.

A prefeitura tem interesse em retirar todas as 297 famílias do local por meio do programa 'Casa joseense'. "O banhado é uma área de preservação ambiental, baseado nisso, vendo a condição de vida das pessoas em situação de insalubridade e pouquíssima qualidade de vida, a administração pública entendeu que precisava oferecer alguma coisa para essas pessoas", explicou o diretor de desenvolvimento comunitário, Sério Tarzia.

Ainda segundo a administração, o principal motivo para a retirada dos moradores é a preservação ambiental. "Maior parte do banhado é turfa, que emite gases nocivos à saúde, então pensando nisso lembramos as famílias que desde 2014 aquele local foi transformado em núcleo congelado, a partir disso, qualquer movimentação de construção é irregular. Mesmo depois disso verificamos muitas construções acontecendo no banhado, ou seja, eles não estão preocupados em cumprir a lei", concluiu.

Moradores e comerciantes da região central opinam sobre retirada da favela

Uma moradora que preferiu não se identificar é residente de um prédio localizado na frente do Banhado há 19 anos. "O tráfico de drogas e os assaltos assombram a vida dos moradores da região", disse. Joalmir Gomes trabalha há 15 anos no comércio da região central. "A desocupação é um interesse comercial, não concordo com a retirada da favela".

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