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Política
Agosto 02, 2018 - 23:37

Pivô de esquema da SSM foi contratado por Shake após caso ser revelado

Shakespeare Carvalho

Shakespeare Carvalho

Foto: Claudio Vieira / Arquivo OVALE

Após ser demitido da prefeitura depois de ser flagrado 'convidando' servidor para participar da fraude, ex-funcionário foi admitido no gabinete de Shakespeare; em gravação, ele disse que agia a pedido do ex-presidente da Câmara, que nega acusações

Caíque Toledo e Thais Perez @jornalovale

Ex-funcionário da antiga SSM (Secretaria de Serviços Municipais) e apontado pelo Ministério Público como sendo um dos articuladores de um esquema fraudulento implantado na Prefeitura de São José dos Campos entre 2014 e 2016, Edmar Pereira atuou com o ex-presidente da Câmara Shakespeare Carvalho (PRB), candidato a prefeito em 2016.

A contratação para atuar com Shake ocorreu logo após Edmar ter sido demitido da prefeitura, em 2015, por participação no esquema. O também ex-funcionário João da Cunha 'Alemão' gravou uma conversa em que Edmar teria tentado recrutá-lo para um esquema de superfaturamento acordado com a empresa TMS Comércio de Pedras.

Na conversa gravada, Edmar disse que o próprio Shakespeare teria pedido para que ele 'convocasse' Alemão para o esquema.

"O Shake falou assim, ó, conversa com o Alemão lá. O Alemão é nosso", teria dito Pereira durante a conversa, que foi divulgada com exclusividade por OVALE e está disponível nas redes sociais do jornal.

TRABALHO.

Depois da denúncia, a prefeitura exonerou os envolvidos, instaurando uma sindicância interna. A apuração, iniciada ainda no governo Carlinhos Almeida (PT) e finalizada na gestão Felicio Ramuth (PSDB), foi encaminhada à Promotoria. A denúncia do MP à Justiça, no entanto, não cita o nome de Shakespeare.

Em setembro de 2015, Edmar Pereira foi nomeado como oficial de gabinete do então presidente da Câmara. Antes, tinha atuado como secretário parlamentar do deputado federal Antonio Bulhões, do mesmo partido de Shake.

Em 2016, Pereira foi nomeado assessor técnico da Mesa Diretora da Câmara, quando Shakespeare ainda respondia como presidente. Ele foi exonerado em janeiro de 2017, já na atual legislatura.

OUTRO LADO.

A reportagem não localizou nem Edmar e nem representantes do MP. Shakespeare confirmou ter trabalhado com Edmar, mas negou participação no esquema. "A mesma denúncia [gravação] foi encaminhada ao MP, e as duas sindicâncias internas. E não houve nenhuma acusação acatada contra meu nome"..

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