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Agosto 09, 2018 - 00:01

Com déficit 'oficial' de 312 no Vale, Polícia Civil precisa dobrar efetivo

Polícia Civil

Polícia Civil. Policiais em frente ao Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), em S. José

Foto: /Rogério Marques/OVALE

Dados oficiais do governo estadual informam que Vale tinha, em fevereiro, 1.124 cargos ocupados na Polícia Civil, para 1.436 abertos; número de cargos é considerado irreal por delegados e região precisa de 3.000 policiais civis

Xandu [email protected]

A Polícia Civil na RMVale tem déficit de 312 policiais, de acordo com a quantidade de cargos criados por lei pelo governo estadual, mas precisaria crescer 2,6 vezes o seu efetivo para atender as reais necessidades da corporação.

Segundo dados oficiais do governo, o Vale tinha em fevereiro um efetivo de 1.124 pessoas, contemplado todos os cargos, como delegado, investigador e escrivão. A lei previa 1.436 cargos para o mesmo período, correspondendo a um saldo negativo de 312 vagas ou 21,73% do total.

A região perdeu 276 policiais nos últimos seis anos, por motivos como aposentadoria, morte e demissão. Em 2012, o Vale contava com 1.400 policiais civis.

Porém, o efetivo considerado real para as necessidades do Vale, região com maior número de vítimas de homicídio do interior paulista, seria de 3.000 policiais civis.

Segundo o Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), a Polícia Civil tem um déficit de 13.015 vagas no Estado. Há 28,8 mil cargos ocupados para 41,9 mil cargos existentes.

"Essa é uma triste realidade imposta nos últimos 20 anos. O governo sucateou a Polícia Civil", disse a delegada Raquel Kobashi Gallinati, presidente do sindicato.

"Prioriza-se o policiamento preventivo e ostensivo, que combate os efeitos e não as causas. Não se prioriza a polícia que pode combater o crime e a organização criminosa".

SSP fala em 'suposto déficit', contesta os números do Sindpesp e diz que contrata

A Secretaria de Estado da Segurança Pública disse que o sindicato "distorce os dados" para "justificar uma tese equivocada". Segundo a pasta, o "suposto déficit" admite 2.486 mil cargos de carcereiros extintos pelo fechamento de carceragens em delegacias e não considera "a posse de 1.240 remanescentes aprovados no concurso de 2013".

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