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Agosto 08, 2018 - 23:56

China impõe US$ 16 bi de tarifa aos EUA

O presidente Donald J. Trump e a primeira dama Melania Trump na China

Guerra comercial. Xi Jinping e Donald Trump durante encontro

Foto: /Shealah Craighead/Official White House

Valor foi confirmado depois do governo do país asiático revisar a segunda parte da lista de produtos sujeitos a encargos

Das agê[email protected]

A China decidiu nesta quarta-feira impor tarifas de 25% a uma nova seleção de produtos importados dos Estados Unidos no valor de US$ 16 bilhões, depois de revisar a segunda parte da lista de produtos sujeitos a encargos.

Este novo rodízio de tarifas entrará em vigor às 12h01 (1h01, em Brasília) de 23 de agosto, segundo a Comissão de Alfândegas do país, e vai se somar às já aplicadas a produtos no valor de US$ 34 bilhões.

Para atualizar essa lista, a Comissão de Alfândegas contou com o assessoria dos departamentos governamentais pertinentes, associações industriais e empresas, com o objetivo de "proteger os interesses das companhias e consumidores domésticos", segundo a agência "Xinhua".

Em junho, as autoridades do país divulgaram uma lista de produtos procedentes dos EUA por um valor total de US$ 50 bilhões aos quais seriam impostos encargos caso o presidente americano Donald Trump decidisse aplicar tarifas por esse mesmo valor a produtos chineses importados.

Após a decisão de Trump de aplicar encargos por US$ 34 bilhões a produtos importados da China - principalmente tecnológicos -, Pequim respondeu com uma primeira onda de tarifas a bens americanos pelo mesmo valor, sobretudo agrícolas e, concretamente, soja.

A reação levou Trump a ordenar a imposição de novas tarifas de 10% a produtos importados da China no valor de US$ 200 bilhões, em represália à resposta de Pequim, uma medida que levou o Ministério de Comércio chinês a apresentar uma denúncia formal perante a OMC (Organização Mundial do Comércio).

AMEAÇAS.

No entanto, a tensão seguiu aumentando e Trump ameaçou com o aumento de 10% para 25% as tarifas já aplicadas, e impor novos impostos a mais produtos procedentes da China no valor de US$ 500 bilhões, no que seria a terceira bateria de encargos ao país asiático neste ano.

Pequim não tinha respondido por enquanto às ameaças e manteve a tese pacífica de que "as ameaças dos EUA não funcionarão", mas hoje surpreendeu com o anúncio de novas tarifas.

 

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