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Viver
Julho 27, 2018 - 23:24

Amor, arte e filantropia em projeto de Priscila Fantin

Priscila Fantin e Bruno Lopes

Romance. 'O amor permeia a humanidade em sua essência e sempre há uma parte que se desconecta'

Foto: Reprodução

'Precisamos falar de amor sem dizer eu te amo' está em cartaz, sábado e domingo, no Teatro Colinas

Paula Maria [email protected]

"Falar de amor é necessário a qualquer tempo", cravou Priscila Fantin, que faz jus ao que crê trazendo a São José "Precisamos falar de amor sem dizer eu te amo", peça que produziu em parceria com Bruno Lopes, seu namorado na vida real.

O espetáculo nasceu a partir de um convite que o casal recebeu para fazer uma apresentação em Maputo (Moçambique) com renda 100% revertida para o centro Hakumana, que cuida de crianças com Aids. "Falamos com Wagner D'Avilla, e ele escreveu essa peça para a gente", contou a atriz.

Ambos atores gostaram tanto do texto, que resolveram levar a peça para mais pessoas.

Na trama, Bento divide seu tempo entre a criação da filha de cinco anos e a tentativa de uma carreira na internet. Após anos sozinho colecionando desilusões amorosas, ele entra em um aplicativo de encontros para viúvos e lá conhece a excêntrica Pilar, jovem decidida a reiniciar a vida após um período de isolamento social. Completos opostos, os dois sentem uma inesperada ligação que os une.

"O texto chegou no Dia dos Namorado e o apresentamos no dia 4 de junho. Voltamos da África, e tivemos uma semana para levantar a peça completa para a estreia em Ouro Preto, no dia 23", disse Priscila.

Parceria.

Segundo a atriz, trabalhar com Bruno foi fácil. "Temos o mesmo olhar sobre a arte e a sua função na sociedade. Ter um texto bom já é um grande caminho percorrido. Dirigir personagem, cenário, movimentação de cena, figurino, luz... Tudo isso é consequência da nossa afinidade artística".

"Tudo o que falamos um para o outro é ouvido, respeitado e quase sempre esta em concordância. Quando não, é construtivo. O processo foi intenso e continua sendo nessas primeiras cidades. Estamos muito felizes de realizar algo que idealizamos", continuou.

Essa foi a primeira peça produzida por Priscila. Já Bruno tem experiencia na área e sabia onde estava pisando.

"Teatro sempre foi difícil de fazer. Estamos fazendo, por enquanto, de forma independente. Então, dependemos da bilheteria e da boa vontade de quem nos recebe nas cidades que visitamos. O público não gosta de pagar caro no ingresso, então fica difícil ter renda. Normalmente pagamos apenas o investimento", contou ele.

"Mas nossa maior missão é mexer com o estado de quem assiste, dar acesso a quem não tem e fazer refletir. Fazemos sessões gratuitas para assistidos de ONGs - que na maior parte das vezes nunca foram ao teatro. O retorno do carinho e da atenção que levamos a eles vale mais do que qualquer dinheiro".

Serviço.

A peça fica em cartaz neste sábado (28), às 21h, e domingo (29), às 19h, no teatro Colinas (av. São João, 2200, Jd. das Colinas). Os ingressos custam R$ 60 (R$ 30 - meia)..

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