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Política
Julho 05, 2018 - 23:05

Embraer e Boeing criarão joint venture para vender jato KC-390 em todo mundo

Embraer

Setor de defesa. Uma segunda joint venture vai ser criada pelas companhias para impulsionar a venda das aeronaves KC-390 pelo planeta

Foto: /Divulgação

Nova empresa criada com a Boeing vai tratar da promoção , desenvolvimento de novos mercados e aplicações para produtos e serviços da área de Defesa, como o jato KC-390

Xandu [email protected]

A Embraer irá criar uma segunda joint venture com a Boeing para incluir o KC-390, novo jato de transporte militar e reabastecimento em desenvolvimento pela fabricante brasileira.

Segundo o comunicado conjunto das duas companhias, divulgado nesta quinta-feira, a nova joint venture servirá para "promoção e desenvolvimento de novos mercados e aplicações para produtos e serviços de defesa".

Nesse contexto, o jato militar multimissão terá papel especial. A Embraer diz que a aeronave será central na nova empresa "a partir de oportunidades identificadas em conjunto".

A principal joint venture entre a Embraer e a Boeing irá absorver todo o segmento de aviação comercial da fabricante brasileira e terá participação majoritária da Boeing.

Os setores de Aviação Comercial e a área de Defesa, considerada estratégica pelo governo brasileiro, ficarão de fora desta nova companhia.

Já a empresa ligada ao KC-390 será controlada majoritariamente pela Embraer, com uma participação minoritária da Boeing. Os percentuais ainda não estão definidos.

Sobre o negócio envolvendo o jato militar, Nelson Salgado, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer, disse que o acordo aumenta a competitividade da Embraer.

"Os investimentos conjuntos na comercialização global do KC-390, assim como uma série de acordos específicos nas áreas de engenharia, pesquisa e desenvolvimento e cadeia de suprimentos, ampliarão os benefícios mútuos e aumentarão ainda mais a competitividade da Boeing e da Embraer".

Atualmente, a Embraer emprega dois protótipos do avião militar na campanha de certificação da aeronave. Eles acumulam mais de 1.500 horas de voo e 40 mil horas de testes em laboratório dos diversos sistemas da aeronave.

Um dos aviões sofreu um incidente em maio, quando saiu da pista enquanto realizada testes em Gavião Peixoto.

Presidente da Embraer diz que formato de acordo atende "todos os interesses"

Classificando as negociações com a Boeing de "muito complexas", o presidente e CEO da Embraer, Paulo César de Souza e Silva, disse em entrevista ao jornal Estado de São Paulo que o formato encontrado durante as reuniões atende a todos os interesses.

Segundo ele, o principal cuidado foi de manter a independência do setor de Defesa da Embraer, considerado estratégico pelo governo brasileiro, que possui uma ação especial da companhia que lhe dá direito a vetar o negócio.

Durante seis meses, Embraer, Boeing e representantes do governo brasileiro formaram um grupo técnico que discutiu a parceria. "Até que chegamos a um formato que entendemos atender a todas as partes", disse Souza e Silva.

Funcionários também serão transferidos

O presidente e CEO da Embraer, Paulo César de Souza e Silva, disse que os funcionários da empresa hoje dedicados 100% às atividades ligadas à aviação comercial, incluindo equipes de suporte e serviços, serão transferidos para a nova companhia que será criada com participação majoritária da Boeing.

De acordo com o Sindicado dos Metalúrgicos de São José dos Campos, aproximadamente 9.000 pessoas trabalham neste segmento no Vale do Paraíba, sendo 8.000 delas em São José dos Campos, que é sede da Embraer.

Em comunicado interno ao qual OVALE teve acesso, Souza e Silva explica aos empregados que os funcionários dedicados a mais de uma unidade de negócio ou que atuam em atividades corporativas serão "remanejados conforme necessidade da Embraer e da joint venture da aviação comercial".

Disse ainda que os detalhes serão definidos futuramente: "Todas as definições acontecerão em cerca de 18 meses".

Para as equipes dedicadas às áreas de Defesa e Segurança, Aviação Executiva, Aviação Agrícola e serviços e suporte correlatos, segundo o comunicado do presidente da Embraer, nada mudará. "O mesmo se aplica às empresas coligadas e subsidiárias".

"Enquanto isso, nada muda, ou seja, cada um de vocês continuará desempenhando suas atividades normalmente, na área em que trabalha", completou Souza e Silva.

UNIDADES.

Sobre as unidades de produção, Souza e Silva disse que ficarão ligadas à nova joint venture as de São José, Taubaté, Évora (Portugal) e Nashville (EUA). Já as plantas de Gavião Peixoto, Botucatu, Eugênio de Melo, OGMA (Portugal) e Melbourne (EUA) permanecerão com a Embraer.

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