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Economia
Julho 06, 2018 - 00:29

Embraer e Boeing fecham parceria de US$ 4,7 bilhões e criam nova empresa

Embraer

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Foto: Divulgação

Fabricantes anunciaram criação de uma joint venture, com participação majoritária da Boeing, que absorverá a aviação comercial da Embraer; negócio será sediado e liderado no Brasil, mas sob controle de CEO da Boeing

Xandu [email protected]

A Embraer e a Boeing irão formar, até o final de 2019, uma nova empresa que comandará toda a aviação comercial da fabricante brasileira. Hoje, a maior parte das operações no segmento comercial da Embraer está concentrada em São José.

A nova joint venture será liderada pela Boeing, com 80% de participação, ficando os outros 20% nas mãos da Embraer. A empresa será de capital fechado (sem ações negociadas na Bolsa) e com sede no Brasil.

O negócio bilionário foi confirmado na manhã desta quinta-feira pelas duas fabricantes, que haviam anunciado as negociações em dezembro do ano passado.

Em tom otimista, o comunicado diz que as empresas irão "estabelecer uma parceria estratégica que possa impulsionar seu crescimento no mercado aeroespacial global".

COMERCIAL.

A nova empresa absorverá toda a aviação comercial da Embraer, incluindo seus negócios e serviços, setor avaliado em US$ 4,75 bilhões na transação. A Boeing pagará US$ 3,8 bilhões pelos 80% de participação na futura joint venture. A Aviação Executiva e a área de Defesa da Embraer ficarão de fora.

O negócio ainda não está fechado e precisa passar por aprovações regulatórias, além de aprovação do governo brasileiro. A expectativa da Embraer é que o acordo seja encerrado até o final de 2019.

Consumada a transação, a joint venture será liderada por uma equipe de executivos sediada no Brasil, incluindo um presidente e CEO.

A Boeing terá o controle operacional e de gestão da nova empresa, que responderá diretamente a Dennis Muilenburg, presidente, chairman e CEO da Boeing.

Parceria fará norte-americana liderar mercado de 70 a 450 assentos

A aquisição de 80% da aviação comercial da Embraer, no formato de uma joint venture, fará da Boeing a líder global na fabricação de aviões de 70 a 450 assentos. Atualmente, a Embraer detém 30% e a liderança do mercado global de aeronaves de até 150 assentos, segmento em que a Boeing não atua. A companhia americana lidera no setor dos grandes aviões, até 450 assentos. "A combinação de negócios com a Boeing deverá gerar um novo ciclo virtuoso para a indústria aeroespacial brasileira", disse Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente e CEO da Embraer.

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