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Política
Agosto 01, 2018 - 00:55

Nome do PSOL, Boulos defende revogação do acordo da Embraer

PSOL. Boulos se filiou ao partido há poucos meses.

Legenda. Leg

Foto: /Divulgação

Candidato quer ir na contramão de projetos aprovados pelo governo Temer, que incluem também a reforma trabalhista e a reforma previdenciária; segundo ele há 'mais casa sem gente do que gente sem casa'

Thaís Leite @_thaisleite

Filósofo, psicanalista, professor e escritor, o paulistano Guilherme Boulos é o pré-candidato do PSOL para assumir a presidência.

Coordenador nacional do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e com relação próxima ao ex-presidente Lula (PT), ele afirma que quer ir à contramão do governo Michel Temer (PMDB), revogar medidas já impostas e apostar em propostas que garantam moradia e mais direitos sociais.

Confira os principais trechos da entrevista a OVALE:

Moradia.

As políticas públicas que a gente defende passam por, primeiro nós considerarmos que no Brasil há mais casa sem gente do que gente sem casa. Nós temos mais de sete milhões de imóveis abandonados no país, e não é casa de aluguel, não é casa de praia de ninguém, sítio, é imóvel abandonado mesmo, e nós temos seis milhões e trezentas mil famílias sem casa. Ou seja: tem mais casa sem gente do que gente sem casa. Então, o primeiro caminho para resolver o problema habitacional é fazer o que já está previsto na lei, desde o estatuto das cidades, de 2000, 2001, e que nunca foi feito até aqui, porque lei no Brasil tem aquelas que pegam e as que não pegam, e lei que confronta grande interesse econômico geralmente não pega. Está lá no estatuto das cidades: Imóvel abandonado pode ser desapropriado sem função social para destinar para moradia popular. É isso que nós vamos fazer. Destinar esses imóveis para moradia popular, regularizando, requalificando para que as pessoas possam morar dignamente.

Acordo Embraer-Boeing.

Isso [o acordo] é um atentado à soberania nacional e aos trabalhadores da Embraer. Hoje a Embraer tem 17 mil trabalhadores que ficam com seus empregos ameaçados. Uma empresa norte-americana adquirir 80% da parte de aviação comercial da Embraer, que é a parte mais lucrativa da empresa. O governo tem poder de veto, tem a golden share, não está utilizando seu poder de veto. A Embraer é hoje a terceira empresa do mundo em aviação, é um patrimônio nacional, tanto do ponto de vista da tecnologia de ciência e tecnologia como também do ponto de vista de desenvolver empregos para essa região. Quando você entrega esse patrimônio para uma empresa estrangeira, qual é a garantia que a gente tem de que a Boeing não vai fazer a próxima planta, o próximo projeto, nos Estados Unidos? Nós temos que assegurar que esses empregos sejam aqui. Ganhando as eleições nós vamos revogar essa transição.

Reforma da Previdência.

O sistema previdenciário é um sistema de solidariedade entre as gerações. Esse sistema nunca se auto sustenta, o estado tem que investir mais para poder garantir a previdência. A constituição de 1988 diz as formas de investimento, uma série de impostos para garantir a seguridade social no Brasil. Esses impostos hoje, parte deles não está indo para sustentar a previdência. Tratar a questão da previdência não pode ser da forma covarde como o governo temer, que fazer o trabalhador pagar a conta. Nós não vamos admitir isso. Se for mexer na previdência tem que garantir que o recurso da previdência para a previdência, e mexer nos altos privilégios, cúpula do judiciário, cúpula do executivo, cúpula do legislativo, que ganha auxílio-moradia tendo casa. É com essa esculhambação que nós vamos acabar.

Se eleito, Boulos defende que revogaria reforma trabalhista de governo Temer

Além de defender a revogação do acordo entre a Embraer e a norte-americana Boeing, Guilherme Boulos acredita que a reforma trabalhista, instituída pelo governo Michel Temer, deve ser revogada.

"Nós temos uma CLT de 1943, 75 anos, nem a Ditadura Militar, em 21 anos, teve a pachorra de rasgar a CLT. O Temer em dois fez isso. É um nível de subserviência ao grande empresariado que é só quem ganha com isso."

As medidas do governo do MDB são vistas como inadmissíveis ao candidato. "Mulher grávida poder trabalhar em local insalubre? Quem ganha com isso? Não é a mulher grávida. Terceirização? Comprovadamente liberar geral na terceirização tem salários menores, condição de trabalhos mais precários. Pejotização? Você dá um libera geral para contratar o trabalhador como se ele fosse empresa. Você contrata como se fosse empresa-empresa, mas a empresa tem direito a férias? Tem direito a 13º? Tem direito a seguro-desemprego? Não tem. Perde-se todos os direitos trabalhistas. Isso é um retrocesso ao século XIX, quando não tinha nenhuma proteção ao trabalhador", afirmou o representante do PSOL nas eleições.

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