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Julho 09, 2018 - 22:01

'Novo Pinheirinho': população de sem-teto triplica em cinco meses

pinheirinho

População. Em cinco meses, população triplicou

Foto: /Rogério Marques/OVALE

Em cinco meses de ocupação, a população do 'Quilombo Coração Valente' já chega a aproximadamente 7.000 pessoas, apontam sem-teto; líderes do movimento temem desocupação similar ao antigo Pinheirinho em 2012

Julia Carvalho e Thais [email protected]

Apelidada de 'Novo Pinheirinho', a área ocupada há cinco meses na divisa entre Jacareí e São José dos Campos abriga cerca de 3.000 famílias, segundo o movimento sem-teto -- é o triplo do número inicial. Já são 7.000 pessoas vivendo em barracos no local, batizado de 'Quilombo Coração Valente'.

E o número poderia ser ainda maior. São 500 pessoas na fila de espera, mas a construção de barracos já foi encerrada. Segundo a líder do movimento sem-teto, Elisângela da Silva, a entrada de moradores novos só acontece quando um barraco é desocupado.

"Nós não temos mais espaço para construir. Também selecionamos muito bem as pessoas que querem morar na comunidade", disse a líder.

OCUPAÇÃO.

Os líderes da ocupação estudam implantar uma quadra e uma igreja dentro do terreno.

No local, barracos feitos de lona e com pedaços de madeira estão dando lugar a casas mais estruturadas, feitas de blocos e cimento.

Preocupado com a desocupação após o episódio da Via Jaguari, a comunidade, que se aproxima ao número de moradores da antiga ocupação do Pinheirinho, no qual chegou a ter cerca de 9.000 moradores, teme operação de reintegração de posse.

"Temos receio de que esse caso acabe como em 2012 no antigo Pinheirinho, se isso acontecer vai ser um massacre ainda pior, mas temos que lutar pela nossa terra", afirmou Elisângela.

Desocupação do Pinheirinho é manual do que não se deve fazer, afirmou defensor

A Defensoria Pública está acompanhando os processos na comunidade Coração Valente. Para o defensor público Jairo Salvador, em muitos casos, a desocupação cumpre a lei de forma seletiva. "Querer resolver situações sociais complexas com o uso da força militar é a pior saída. Isso gerou consequências que estamos colhendo até hoje", disse.

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