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Economia
Julho 07, 2018 - 03:04

Embraer espera mais empregos, recursos e negócios com Boeing

Embraer

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Foto: Divulgação

Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente e CEO da Embraer, afirma em comunicado aos empregados que acordo com a Boeing garantirá "longevidade da nossa empresa" e "a geração de empregos e riqueza para o nosso país"

Xandu [email protected]

A Embraer está otimista na combinação comercial com a gigante Boeing, prevendo geração de empregos, novos investimentos e negócios em escala mundial.

Para a empresa, o futuro da fabricante brasileira se consolida com a parceria entre as duas companhias.

"Eu tenho plena convicção de que essa parceria estratégica com a Boeing vai impulsionar o crescimento, garantindo a longevidade da nossa empresa e, consequentemente, a geração de empregos e riqueza para o nosso país", declarou Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente e CEO da Embraer, em comunicado dirigido aos empregados, ao qual a reportagem de OVALE teve acesso.

RECURSOS.

Além disso, o executivo calcula que a Embraer injetará US$ 1 bilhão em seu caixa assim que a Boeing concluir a aquisição da sua parte na joint venture, nova companhia que será criada com 80% de participação da americana e 20%, da empresa brasileira.

A empresa será de capital fechado (sem ações negociadas na Bolsa) e com sede no Brasil. Ela irá absorver toda a aviação comercial da Embraer, avaliada em US$ 4,75 bilhões na transação. A Boeing pagará US$ 3,8 bilhões pelos 80% de participação na futura joint venture, que excluirá a Aviação Executiva e a área de Defesa da Embraer.

"Com essa parceria, a Embraer será uma empresa mais forte, com capital financeiro expressivo, com cerca de 1 bilhão de dólares a mais no caixa, o que vai possibilitar investimentos e desenvolvimento de novos projetos", disse Souza e Silva.

Em teleconferência com analistas, executivos da Embraer disseram que cerca de 20% dos US$ 3,8 bilhões que a Boeing pagará pela joint venture irá para impostos.

O restante poderá ser dividido entre recompra de ações, redução de endividamento, dividendos especiais e investimento em projetos futuros de Defesa e aviação executiva.

Além do dinheiro para investimentos, Souza e Silva ressaltou que a Embraer ganhará novos serviços após o acordo com a Boeing.

"Também iremos firmar com a Boeing contratos operacionais de longo prazo envolvendo prestação de serviços de engenharia, licenças recíprocas de propriedade intelectual, acordos de pesquisa e desenvolvimento e de compartilhamento de uso de estabelecimentos", afirmou o executivo.

"A Embraer também será fornecedora de determinados produtos, componentes e matérias-primas para a joint venture da aviação comercial e vice-versa", completou o CEO da Embraer..

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