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Julho 19, 2018 - 23:42

Liga Árabe acusa Israel de legalizar 'apartheid' com lei

Netanyahu

Estado-nação. O primeiro ministro Benjamin Netanyahu

Foto: /Kobi Gideon, GPO

Organização considerou "grave" a lei e viu como 'desconsideração em relação aos direitos históricos do povo palestino em seu território'

Das Agê[email protected]

A Liga Árabe condenou nesta quinta-feira (19) a polêmica lei "Estado-nação" aprovada pelo parlamento de Israel para blindar o caráter judaico do país, e garantiu que, com ela, se legaliza o regime segregacionista do 'apartheid'.

Em comunicado, a organização considerou "grave" a ratificação desta lei e a descreveu como uma nova "desconsideração em relação aos direitos históricos do povo palestino em seu território", assim como uma "extensão da herança colonial".

Para a Liga Árabe, a lei "consolida" as "práticas racistas (de Israel) que anulam o outro impondo os fatos pela força".

O parlamento israelense aprovou na madrugada desta quinta, após um acalorado e longo debate, a controversa lei "Estado-nação" que também reserva o direito à autodeterminação a esse coletivo e deixa o hebraico como única língua oficial, entre críticas por ser considerada discriminatória.

A lei também declara Jerusalém como capital de Israel e o calendário hebreu como o oficial do Estado.

A Liga Árabe acrescentou que a nova norma não leva em conta os demais porque legaliza os assentamentos e dá completa liberdade às "autoridades da ocupação israelense" para confiscar terrenos e deixá-los abandonados, demolir casas e não respeitar os direitos dos palestinos. A organização ressaltou que, com essa lei, Israel legaliza "o apartheid" e "pratica a limpeza étnica".

A Liga Árabe também pediu à comunidade internacional que pressione Israel para obrigá-lo a aplicar a legislação internacional e a "prestar contas" pela "violação sistemática das leis internacionais".

A MUDANÇA.

Por 62 votos a favor e 55 contra, a Knesset (Câmara israelense) aprovou a iniciativa depois de um intenso debate. O objetivo é "assegurar o caráter de Israel como o estado nacional dos judeus, a fim de codificar em uma lei básica dos valores de Israel como um estado judeu democrático espírito dos princípios da Declaração de Independência", explica a Knesset em seu site.

Isto inclui o hino Hatikva (adaptado de um poema judeu, sobre o retorno do povo a Israel), a bandeira branca e azul com a Estrela de Davi no centro, um menorá (candelabro judeu) de sete braços com galhos de oliveira nos extremos como símbolo do país e o hebraico como língua oficial..

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