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Julho 19, 2018 - 23:42

Luiz Estevão e Geddel vão para segurança máxima da Papuda

Geddel Vieira de Lima

Chegada. A plataforma P-67 vai operar no Campo de Lula

Foto: Divulgação

A medida foi tomada pela Justiça após a operação da Polícia Civil do Distrito Federal, que, domingo, encontrou indícios de privilégios concedidos aos presos; agentes encontraram chocolate, tesoura e cinco pen drives na cela do ex-senador

Agência [email protected]

A VEP (Vara de Execuções Penais) do Distrito Federal decidiu nesta quinta-feira determinar a transferência do ex-senador Luiz Estevão e também do ex-ministro Geddel Vieira Lima para o bloco de segurança máxima da Penitenciária da Papuda, em Brasília.

A medida foi tomada pela Justiça após a operação da Polícia Civil do Distrito Federal, que, no domingo (17), encontrou indícios de privilégios concedidos aos presos. Na operação, mais de 30 agentes encontraram chocolate, tesoura e cinco mini pen drives na cela do ex-senador.

Ao decidir a questão, a juíza Leila Cury entendeu que os acusados não podem ficar em celas próximas durante o procedimento de apuração do caso. Para a magistrada, há indícios de que Luiz Estevão "vem exercendo liderança negativa", após ter sido flagrado duas vezes com objetos proibidos.

"Há indícios de que ele vem exercendo liderança negativa no ambiente em que atualmente está recolhido, pois, através de alguma das hipóteses acima elencadas (ou eventualmente de qualquer outra sequer imaginada) ele já foi flagrado, pelo menos duas vezes, na posse de objetos proibidos, tudo estando a indicar que, se não for imediatamente realocado em outro local, além de dificultar a efetiva apuração dos fatos, pode vir a conseguir novamente outros privilégios. ", decidiu a juíza.

HISTÓRICO.

Luiz Estevão foi condenado a 31 anos de prisão pelo desvio, na década de 1990, de R$ 169 milhões na execução da obra da sede do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo. Geddel foi preso preventivamente em 8 de setembro do ano passado, depois de serem encontrados R$ 51 milhões dentro de malas e caixas de papelão no imóvel de um amigo, próximo a sua residência. A apreensão foi possível devido a uma denúncia anônima.

GOVERNO.

Geddel foi o segundo ex-ministro do governo do presidente Michel Temer (MDB) a ser preso, a primeira vez em março do ano passado. A prisão foi determinada pela Justiça Federal de Brasília e tem relação com a operação Cui Bono?, que investiga irregularidades na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal. Geddel chefiou a Secretaria de Governo, e pediu demissão em novembro de 2016. Ele deixou o cargo após as denúncias de que pressionou o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero a liberar a obra de um prédio onde comprou apartamento. Naquele momento, em pouco mais de seis meses de governo Temer, Geddel já era o sexto ministro de Temer a cair por conflitos éticos..

 

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