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Junho 01, 2018 - 23:13

Canal comunitário em São José abre editais para interessados na produção de conteúdo

capaviver

Atrações. Para projetos inéditos o preço do minuto varia entre R$ 10 e R$ 30

Foto: Divulgação

Paula Maria [email protected]

Quem tem o sonho de apresentar um programa de televisão, a sua realização pode estar mais ao alcance do que se imagina. Finalmente São José dos Campos tem um canal comunitário para chamar de seu: trata-se do canal Plural, número 3 da Net.

Por ora, em estágio de teste, o canal tem por meta estar voltado para a comunidade. Assim, a equipe que o administra acaba de lançar dois editais abertos - e acessíveis! - à população. Um deles voltado aos conteúdos que já estão prontos, outro para produções inéditas. Aliás, a partir dessa semana, sai da tela do Plural o aviso de "canal em teste" e ele passa a funcionar para valer.

Novela.

A história do canal até aqui poderia virar um verdadeiro folhetim. Em 1995, o Governo Federal sancionou uma lei que determinava que operadoras de TV a cabo deveriam ter disponível em seu "cardápio" um canal-comunitário "aberto para utilização livre por entidades não governamentais e sem fins lucrativos".

Em 2011, foi ainda sancionada uma segunda lei, baseada na primeira, que reiterava a determinação. Começou então uma corrida atrás da concessão desses canais.

"Mas, em meio a esse tempo, uma pessoa de São Paulo entendeu que o canal de São José seria um bom negócio, criou uma associação, conseguiu a concessão e o alugou o canal para terceiros - uma instituição religiosa -, o que é contra lei", explicou Eduardo Pane, presidente da organização social Celebreiros, entidade responsável pela atual concessão.

"Quando descobrimos isso, tentamos vários contatos com o responsável pelo canal, até que a gestão anterior da nossa organização optou por entrar com um pedido com o Ministério Público mostrando o quanto o canal estava sendo mal utilizado. Fizemos abaixo assinados, reunimos documentos, até que, dois anos depois, o MP entendeu que não fazia sentido que um canal comunitário estivesse sendo alugado por uma instituição religiosa. E finalmente conseguimos a concessão", continuou.

Ainda segundo o gestor da OS, por meio de parceiros, foi possível conseguir os equipamentos necessários e investir em fibra ótica para fazer as transmissões - um custo médio de R$ 30 mil. "Por ora temos uma programação teste, que fica rodando em 'looping' e acabamos de abrir dois editais. Queremos que eles sejam de fácil acesso a todos", afirmou Pane.

Editais.

O primeiro edital, "Propostas de Veiculação", é voltado para conteúdos que já estejam produzidos, editados e finalizados em qualquer tipo de formato - programas de TV, séries, curtas metragens, videoclipes, documentários, ficção, reality show e etc. Ele ficará aberto até 30 de junho de 2018. Nele, não haverá qualquer custo de veiculação para o proponente.

O segundo, "Propostas de Veiculação de Conteúdos Inéditos", é voltado para atrações que se encontram em quaisquer fases de produção (proposta criativa, argumento, roteirização, gravação, edição ou finalização).

Nele, será cobrado, segundo a Celebreiros, o custo da manutenção da transmissão do sinal. "Os valores irão variar entre R$ 10 e R$ 30 o minuto, dependendo do porte da instituição. Por exemplo, se for um grupo de teatro independente, que está aí na luta, eles poderão se enquadrar no valor mais acessível. Se for uma instituição tradicional, que tem mais dinheiro para a sua produção, pagará um pouco mais. Faremos esse escalonamento para que a gente consiga manter o canal no ar ao mesmo tempo que o valor seja justo para todos", afirmou Pane.

Segundo ele, a vantagem de quem entra nessa categoria é poder contar com anunciantes. "Ou seja, ela consegue gerar receita que lhe ajude a produzir o seu programa", ressaltou. "Mas, vale lembrar que por ser um canal comunitário, não se pode vender produtos. Essa é a diferença entre apoio e patrocínio. A grosso modo, pode-se colocar, por exemplo, um institucional da marca de eletrodoméstico, mas não se pode colocar o preço da geladeira".

Este segundo edital ficará aberto até o final do ano e propostas podem ser feitas a qualquer momento. A Celebreiros se compromete ainda a ajudar interessados, seja com consultoria, indicação de parceiros e até na captação de recursos.

Para ver os editais na íntegra, acesse o site: http://canalplural.tv..

 

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