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Política
Junho 13, 2018 - 23:24

MP vai investigar cobrança de 'pedágio' e novas irregularidades por parte de vereador Maninho

Vereador Maninho Cem Por Cento

Assinado. Maninho é acusado de irregularidades como desvio de função de cargos comissionados

Foto: /Flávio Pereira/CMSJC

Vereador de São José dos Campos é acusado de cobrar parte de salário de assessores indicados por ele para cargos comissionados na prefeitura; denúncia também cita desvio de função e fraude na campanha de 2016

Caíque [email protected]

O Ministério Público abriu um inquérito para investigar possíveis irregularidades envolvendo o vereador de São José dos Campos Maninho Cem Por Cento (PTB). As denúncias incluem 'cobrança de pedágio' de assessores, desvio de função de cargos comissionados e doações eleitorais irregulares.

As denúncias foram feitas por um ex-assessor de Maninho. A abertura do inquérito foi solicitada pela promotora Ana Cristina Ioriatti Chami.

Em abril do ano passado, OVALE já havia revelado que o vereador mantinha em seu gabinete um assessor que trabalhava em um empreendimento particular dele. Nesse caso, o MP denunciou Maninho à Justiça por improbidade administrativa.

As novas denúncias foram feitas por Reginaldo Pedrosa, que diz ter trabalhado na campanha de Maninho em 2016 e, como recompensa, ter sido nomeado para um cargo comissionado na Secretaria de Esportes -- o vereador é da base aliada de Felicio Ramuth (PSDB).

Ao MP, Pedrosa afirmou que ele e outros comissionados da 'cota' de Maninho na prefeitura eram chamados durante o expediente para realizar atividades solicitadas pelo vereador. "Por várias vezes, eu e todos seus assessores que exercem função fora do gabinete éramos chamados durante expediente de trabalho a comparecer ao gabinete do vereador para reunião".

O ex-assessor disse que ele e os demais indicados tinham que pagar 'pedágio' ao parlamentar do PTB -- ou seja, davam a Maninho parte do salário recebido na prefeitura.

"Eu estava desempregado e o acordo era que se ele ganhasse [a eleição], me arrumava um cargo. Depois eu cheguei a pagar dois meses, mas decidi parar e fui mandado embora".

A denúncia cita também que Maninho recebeu, por meio de 'laranjas', doações de empresas na campanha de 2016, o que é proibido.

OUTRO LADO.

Em nota, Maninho afirmou que só vai se manifestar sobre o caso quando for notificado pela Promotoria.

OVALE revelou que vereador mantinha comissionado em ponto comercial

Uma série de reportagens publicadas por OVALE em abril do ano passado mostrou que Maninho mantinha em seu gabinete o assessor Elcio Alves de Souza, que batia ponto na Câmara e ia comercializar anúncios do Jornal Comunidade, mantido pelo vereador na zona leste.

Na ocasião, o jornal acompanhou toda a rotina do assessor. Sem saber que estava falando com a reportagem, Maninho confirmou que Elcio fica no balcão de anúncios e trata da questão comercial do jornal, instalado em sua base eleitoral.

Com salário bruto de R$ 4.383, o assessor ficava das 8h às 17h nos negócios particulares do parlamentar e passava no Legislativo apenas para bater cartão. Na época, OVALE encaminhou ao MP os áudios que embasaram a apuração da reportagem.

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