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Junho 12, 2018 - 21:29

Argentina se mobiliza para votação da Lei do Aborto na Câmara dos Deputados

Aborto na Argentina

Polêmica. Lei pode ser aprovada

Foto: /Divulgação


POLÊMICA. Milhares de argentinos - contra e a favor da legalização do aborto - estão se mobilizando nas ruas e nas praças - para a votação de um projeto de lei, nesta quarta-feira, que divide opiniões. Atualmente, a Argentina permite interromper a gravidez apenas em casos de estupro e

risco para a vida ou a saúde da mãe. Já houve várias tentativas, no passado, de dar à mulher o direito de decidir o que fazer com o próprio corpo - mas o tema polêmico, no país de maioria católica, tem sido evitado por todos os governos.

Na Argentina ocorrem 500 mil abortos clandestinos por ano - 60 mil acabam dando complicações e terminam em internações. "Os números demonstram que, apesar da proibição, as mulheres continuam abortando. Quem é de classe média e vive na capital pode dar um jeito, sem correr risco de vida", disse a jornalista e ativista Mariana Carbajal.

Em discurso no Congresso, o presidente Mauricio Macri surpreendeu os argentinos, ao apoiar o início de um debate que, segundo ele, "tinha sido postergado durante os últimos 35 anos". Nesta quarta, a Câmara dos Deputados votará o projeto de lei, que legaliza o aborto até as 14 semanas. Depois disso, a gravidez só poderá ser interrompida em casos de estupro, se representar um risco para a vida e a saúde da mãe, e também se o feto tiver alguma malformação, "incompatível com a vida extrauterina"..

 

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