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Maio 05, 2018 - 00:56

Sesc em São Paulo registra diferentes espécies e gêneros de Sacis

Sacys

Sacys

Foto: /Marcelo Bicalho/Reprodução

Da Redaçã[email protected]

Pouca gente sabe, mas são muitas as espécies de Sacys existentes no mundo. Aquele conhecido como Micuim costuma atacar em bando, enquanto o Sacy-Açu é gigantesco, portanto passa tempos sozinho. O Pererê é o mais conhecido, mas há ainda o Sacy-brisa, Sacy-corisco, Sacy-faísca, Sacy-lítico, Sacy-lombola, SacyMi, Sacy-mirim, Sacyssauro, Sacy-sorococó, Sacy Uaraná...

Até o momento, membros da misteriosa 'Irmandade dos Sacys Livres' registraram 77 espécies de diferentes gêneros. O "Fabuloso Inventário", ilustrado por Marcelo Bicalho, está revelado na mostra "#OcupaSacy", no Sesc Interlagos, em São Paulo.

Segundo "documento", nas bandas valeparaibanas, o Sacy Trique está entre os mais comuns e pode ser visto em São Luiz do Paraitinga. Mas, para isso, é preciso manter os ouvidos bem atentos: o barulho de um galho seco se quebrando é sinal de sua presença. Também por lá, mora o Saci-Momo, que costuma animar foliões em tempos carnavalescos.

Aliás, a Serra da Mantiqueira é berço de inúmeros sacis: a Sacya-Mãetequeira, a Sacy Içara e o Sacy Moyo, cuja história começou na colonização do Brasil, mas ainda hoje sobrevoa a mata em forma de pássaro.

"Com sua astúcia, os sacys desordenam as hierarquias, organizam resistências e fomentam a imaginação e a poesia. Por meio de sátiras e troças, aprontam com a onça, senhora da floresta; como dono da fazenda, derrubando-o do cavalo; e com o capataz que queima a mata", diverte-se Rudá Andrade - neto de Oswald de Andrade e Patrícia Galvão, a Pagu -, curador da mostra.

Diversão.

Composta por espaços cênicos, a instalação paulistana conta com um "Nascedouro do Sacy" (que mostra de onde ele vem ou nasce); uma "Sala de Exposição", com lustre de cachimbos, pitos e muita bagunça; e uma "Galeria de Arte do Sacy", que traz suas diferentes representações feitas por nomes das artes plásticas, como Victor Brecheret, Tarsila do Amaral, Geraldo Tartaruga e Luis Telles, entre outros.

Há ainda um "Laboratório Sacyentífico", onde é medida, por exemplo, a velocidade média de um redemoinho e estudado o DNA do Saci; uma "Sacyoteca", biblioteca para estudos e descoberta sobre o peraltinhas; uma "Cozinha do Sacy", onde há o que ele mais gosta de comer; e um "Telheiro e Quintal do Sacy", lugar mágico e propício à traquinagens.

A cenografia ficou a cargo de Jefferson Duarte e o projeto educativo é de Tatiana Fraga. O objetivo: debater um dos principais símbolos de nossa tradição cultural e todo o universo construído em seu entorno.

A partir da figura do traquina protetor da natureza, a mostra é centrada na tradição da narração de histórias, os famosos "causos", que confundem realidade e ficção, nos levando sempre a novas formas de compreender o mundo.

"O Sacy é uma verdadeira resposta a quem colonializa, marginaliza, destrói e fere direitos, liberdades e vidas", cravou Rudá.

Serviço

O Sesc Interlagos fica na av. Manuel Alves Soares, 1100, Parque Colonial, São Paulo. A mostra segue até o dia 2 de setembro e pode ser vista de quarta-feira a domingo e feriados, das 10h às 17h. R$ 24 (visitantes) e R$ 12 (credenciados).

Para agendamento de escolas, acesse o site: www.sescsp.org.br/interlagos..

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