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Política
Maio 10, 2018 - 23:37

Com ação na Justiça, obra do 'Teatro Invertido' completa 10 anos de paralisação

Obra do Teatro invertido

Abandono. Obra do Teatro Municipal de S. José começou em 2007

Foto: /Rogério Marques/OVALE

Polêmica construção na gestão Eduardo Cury (PSDB) completa uma década paralisada e não tem previsão de continuar; caso ficou famoso após obra errar os lados de frente e fundos do que seria o Teatro Municipal e hoje ação de improbidade administrativa tramita na Justiça

Caíque [email protected]

Polêmica obra na gestão do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB), a construção do Teatro Municipal de São José dos Campos, que na época ficou conhecido 'Teatro Invertido', completa 10 anos de paralisação e não tem previsão de continuar.

A controversa obra, que teve os alicerces construídos invertendo frente e fundos do teatro, tem uma ação de improbidade administrativa na Justiça para julgar as irregularidades apontadas pelo Ministério Público. Os trabalhos foram paralisados em maio de 2008.

O MP aponta anotações fraudulentas e superfaturamento dos serviços executados e interrompidos, como, por exemplo, custeio de ações que teriam sido realizadas no segundo andar -- mas que nunca chegou a ser iniciado. A ação ainda afirma que o cronograma de obras teria obedecido interesses políticos e eleitoreiros da gestão de Cury no Paço Municipal.

São denunciados na ação, além do ex-prefeito tucano, os engenheiros Willian Wilson Nasi (ex-secretário de Obras), Mauro Manoel Pinto (ex-diretor de Obras) e Claudio Tiyoshi Miura, além da empresa Teto Construções Comércio e Empreendimentos Ltda e a própria prefeitura do município.

O novo teatro, que seria instalado no bairro Santana, começou a ser erguido com a entrada virada para a avenida Olivo Gomes -- quando ela, na verdade, deveria estar de frente para o Parque da Cidade. O erro foi descoberto apenas dois anos depois do início das obras, quando o contrato com a construtora já havia sido rescindido. Na época, a prefeitura alegou atrasos por parte da empreiteira, que chegou a receber R$ 685.409,45. O custo total da obra seria de R$ 15 milhões.

A própria gestão Cury chegou a abrir nova licitação, em dezembro de 2009, mas sem sucesso. A obra foi então repassada à Urbam, mas suspensa pela Justiça por tempo indeterminado até a apuração das irregularidades.

OUTRO LADO.

O ex-prefeito Eduardo Cury afirma que acredita que ação seja arquivada, 'pois não houve nenhum prejuízo os atos públicos'. "Não há nenhum ato apontado pelo MP como sendo irregular, improbo ou ilegal que tenha sido praticado por mim como prefeito. Todos os atos em discussão foram praticados por terceiros", disse o tucano, atualmente deputado federal.

A atual gestão diz que 'não há irregularidades' e que, na época, o processo administrativo aberto concluiu que houve apenas 'erros técnicos advindos das especificidades do caso'. Não há previsão de obra para o local, abandonado há 10 anos..

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