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Política
Maio 09, 2018 - 22:22

Madrasta de Ortiz descumpre acordo inicial de devolução da licença-prêmio

Cidades-Carnaval 2014-Acadêmicos do Bonfim-foto;Rogério Marques-Taubaté-03-03-2014-Taubaté-SP

Não teve fila. Odila Sanches e Bernardo Ortiz, o pai de Ortiz Junior

Foto: /Divulgação/CMT

Madrasta do prefeito deveria ter devolvido os R$ 58.775,55 em 12 parcelas, entre abril de 2017 e março desse ano; no entanto, após pedido da esposa de seu pai, Ortiz autorizou que esse parcelamento termine apenas em 2024

Julio [email protected]

Madrasta do prefeito Ortiz Junior (PSDB), a diretora de Finanças de Taubaté, Odila Sanches, não respeitou o acordo firmado no ano passado para a devolução dos R$ 58.775,55 recebidos após furar 1.308 servidores na fila da licença-prêmio.

Após o caso ser revelado pelo jornal, o governo Ortiz anunciou que Odila devolveria o valor em 12 parcelas, sendo 11 de R$ 5.000 (entre abril de 2017 e fevereiro de 2018) e a última de R$ 3.775,55 (em março de 2018).

Até agora, no entanto, a esposa do ex-prefeito José Bernardo Ortiz (PSDB) devolveu aos cofres públicos apenas R$ 19.000, o que representa 32% do total.

Os dados, obtidos pela reportagem após pedido feito com base na LAI (Lei de Acesso à Informação), também foram encaminhados pela prefeitura à Câmara para responder questionamento da vereadora Loreny (PPS).

O governo Ortiz alega que, a pedido de Odila, houve uma alteração no cronograma de devoluções. Pela nova previsão, a restituição do valor aos cofres públicos só será concluída no fim de 2024.

PARCELAS.

Odila recebe salário bruto de 21.581,98, e líquido de R$ 11.000,55.

A devolução das parcelas de R$ 5.000 deveria ocorrer no último dia útil de cada mês. Isso foi feito em abril e maio de 2017.

Em junho, Odila não efetuou o depósito e pediu para as parcelas serem reduzidas para R$ 2.500. Em julho, ela fez dois depósitos de R$ 2.500 - um referente a junho e outro a julho.

Em agosto, com "justificativas de ordem pessoal", Odila solicitou que as parcelas fossem reduzidas para R$ 500. O pedido foi aceito por Ortiz.

Mesmo assim, Odila não efetuou no prazo os pagamentos referentes a setembro, novembro e dezembro de 2017, e fevereiro de 2018. Esse montante, que somou R$ 2.000, só foi quitado no dia 20 de abril desse ano, quatro dias após a oposição protocolar o requerimento para questionar o cumprimento do cronograma inicial.

OUTRO LADO.

Embora o desrespeito ao parcelamento inicial só tenha sido descoberto após questionamentos do jornal e da oposição, o governo Ortiz alegou que "a questão é tratada com transparência".

A gestão tucana informou que o pagamento seguirá com "parcelas mensais de R$ 500 até a conclusão do valor total".

Ou seja, restam 79 pagamentos de R$ 500 e um de R$ 275,55. O valor total será quitado em dezembro de 2024.

Como não haverá reajuste do valor, na prática é como se Odila tivesse feito um empréstimo de R$ 58.775,55 para pagar em oito anos, a juro zero..

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