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Política
Maio 03, 2018 - 23:12

Com prazo de 90 dias, CEIs contra Carlinhos demoraram 75 só por primeira reunião

Plenário da Câmara de São José dos Campos

Regimentar. Comissões demoraram a começar seus trabalhos

Foto: /Flávio Pereira/CMSJC

Criadas na Câmara de São José para investigar gestão do ex-prefeito petista e, consequentemente, blindar desgaste ao tucano Felicio Ramuth, comissões demoraram quase todo o prazo inicial para iniciarem seus trabalhos

Caíque Toledo @CaiqueToledo

Criadas para blindar o prefeito Felicio Ramuth (PSDB), as três CEIs (Comissões Especiais de Inquérito) da Câmara de São José dos Campos que investigaram possíveis irregularidades do ex-prefeito Carlinhos Almeida (PT) demoraram em média 75 dias só para iniciar os trabalhos.

As CEIs do Lixo, da Saúde e do Teatrão, todas com trabalhos encerrados no último mês e com relatórios apontando falhas no governo petista, tinham prazo inicial de 90 dias, e foram prorrogadas por igual período para conclusão das investigações.

As três foram protocoladas na Câmara assim que o atual prefeito se tornou réu no 'Caso Praia Grande', em que sua empresa passou a ser investigada em contratação de prestação de serviços na cidade da Baixada Santista, governada pelo PSDB.

Para evitar possíveis desgastes na Câmara, três vereadores governistas protocolaram pedidos de CEI para investigar a gestão Carlinhos, e apenas três comissões podem funcionar ao mesmo tempo na casa.

COMISSÕES.

A CEI do Lixo, que apurou irregularidades no contrato entre Urbam e Cavo para a coleta seletiva, demorou 70 dias após a instauração (12/09) para ter sua primeira reunião -- 16 dias depois, foi prorrogada. Documentos oficiais foram solicitados apenas em 6 de fevereiro, com 148 dias de comissão presidida pelo vereador Lino Bispo (PR).

Já a CEI que apurou recursos vinculados da pasta de Saúde em atividades vetadas e teve como presidente a vereadora Dulce Rita (PSDB), teve a primeira reunião 71 dias após a instauração.

Enquanto isso, a CEI que apurou irregularidades na obra do Teatrão teve um caso curioso: registrou a primeira reunião com 84 dias e, na mesma semana, já fez a solicitação para prorrogação do prazo.

BLINDAGEM.

Procurados pela reportagem, os parlamentares Lino Bispo e Fernando Petiti não responderam os contatos feitos com suas assessorias nesta quinta. "O prazo foi normal. É um calhamaço de documentos, tem que se debruçar em cima, não é do dia para a noite. A nossa comissão foi até que rápida, não teve corpo mole", disse a vereadora Dulce Rita.

"Muito claramente as três comissões criadas assim tinham essa ideia de blindagem. Não sei a intenção exata do governo, mas as três foram protocoladas no mesmo dia da denúncia [do Caso Praia Grande], que demonstra no mínimo atitude política ou uma grande coincidência", afirmou nesta quinta o vereador oposicionista Wagner Balieiro (PT).

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