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Maio 09, 2018 - 03:03

Operação Lava Jato apura desvio de R$ 200 milhões com elo no Vale

Polícia Federal Lava Jato

Polícia Federal Lava Jato

Foto: /Agência Brasil

Ângelo Tadeu Lauria foi preso em Guaratinguetá durante a 51ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo; mais cinco pessoas foram presas pela Polícia Federal

Da redaçã[email protected]

O empresário Ângelo Tadeu Lauria, de Guaratinguetá, foi preso temporariamente durante a 51ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta terça-feira nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal investigam crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e pagamento de propina de cerca de R$ 200 milhões aos partidos MDB (ex-PMDB) e PT e a ex-funcionários da Petrobras, por meio de fraude em contrato e contas no exterior.

Firmado em 2010 entre a área internacional da Petrobras e a construtora Odebrecht, o contrato alvo da investigação alcançou US$ 825 milhões --cerca de R$ 2,7 bilhões-- e envolveu prestação de serviços de segurança, meio ambiente e saúde em nove países, além do Brasil.

Batizada de 'Déjà Vu', a operação cumpriu 23 mandados judiciais, sendo quatro de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 17 de busca e apreensão.

PRESOS.

Além de Lauria, suspeito de ser um dos operadores do esquema, foram presos três ex-funcionários da Petrobras (Mario Ildeu de Miranda, Ulisses Sobral Calile e Aluísio Teles Ferreira Filho), Rodrigo Zambrotti Pinaud (contratado pela companhia) e Sérgio Boccaleti, também considerado operador do esquema de corrupção.

Todos os presos foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

PROPINA.

"Em vários casos de pagamento de vantagens indevidas a executivos da Petrobras ou a agentes políticos, foi constatado, como modus operandi comum, a utilização de contas no exterior em nome de off-shores pelos pagadores e pelos beneficiários para ocultar e dissimular as transações criminosas e o produto do crime de corrupção", apontou o juiz federal Sérgio Moro, na decisão que determinou a prisão dos acusados.

"Já os pagamentos da esfera política teriam sido feitas através de Ângelo Tadeu Lauria. Estariam registrados no sistema de contabilidade informal da Odebrecht pelos codinomes 'Mestre' e 'Tremito'. Ângelo Lauria seria identificado por 'Voz'", completou o magistrado na decisão.

Investigado, empresário foi secretário da Prefeitura de Guará na gestão Filippo

O empresário Ângelo Tadeu Lauria foi dono da empresa de pescados Blue Deep, em Guaratinguetá, e seria sócio da companhia Rodopetro, investigada no âmbito da Operação Lava Jato. A empresa teria comprado a Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, em negócio ligado ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, preso pela Lava Jato em 2016. Segundo as denúncias, Lauria também teria envolvimento com João Augusto Rezende Henriques, já condenado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ambos respondem a duas ações judiciais em São Paulo, desde 2016.

Na política, Lauria foi secretário da Prefeitura de Guaratinguetá durante a gestão de dois ex-prefeitos, Gilberto Filippo e Junior Filippo, respectivamente pai e filho. A defesa de Lauria não foi localizada para comentar a prisão do empresário..

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