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Maio 21, 2018 - 23:16

EUA fazem novas sanções à Venezuela

Nicolás Maduro

Mantado. Nicolás Maduro foi reeleito no pleito deste último domingo

Foto: /@nicolasmaduro

Segundo o decreto, a decisão foi tomada como consequência das recentes atividades do governo de Nicolás Maduro

Paola De OrteAgência Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira um decreto executivo em que proíbe indivíduos ou entidades agindo nos Estados Unidos de comprar dívidas do governo venezuelano, assim como bens dados em garantia de empréstimos. O decreto passa a valer a partir desta segunda-feira. O presidente Nicolás Maduro foi reeleito com 6,1 milhões de votos e mais de 50% de abstenção.

Segundo o decreto, ficam proibidas todas as transações que envolverem compra de dívida do governo da Venezuela, inclusive financiamento para essas compras. Além disso, o texto proíbe a venda de direitos de participação em entidades em que o governo da Venezuela tenha mais de 50% de participação.

Segundo o decreto, a decisão foi tomada como consequência das recentes atividades do governo de Nicolás Maduro, incluindo má gestão econômica, corrupção, repressão política da oposição e tentativas de "destruir a ordem democrática" ao realizar "eleições precipitadas que não são nem livres nem justas". O decreto também culpa o governo de Maduro pelo aprofundamento da crise humanitária e de saúde pública ne Venezuela.

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, havia se pronunciado mais cedo sobre a reeleição de Maduro. Pence chamou as eleições de farsa e disse que os Estados Unidos estão "contra a ditadura e com o povo da Venezuela demandando eleições livres e justas".

IRÃ.

Também nesta segunda, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, disse que, depois de terem imposto sanções na semana passada contra o presidente do Banco Central do Irã, que, segundo ele, "fornecia dinheiro ao Hezbollah e outras organizações terroristas", o Departamento de Tesouro norte-americano deve anunciar novas sanções contra o país. "Essas acabarão sendo as sanções mais fortes da história quando estiverem prontas", afirmou Pompeo.

As novas sanções vêm no rastro da saída dos Estados Unidos do acordo multilateral com o Irã e potências mundiais e em retaliações anunciadas contra empresas iranianas..

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