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Maio 11, 2018 - 22:56

Fome pode matar cerca de 400 mil crianças no Congo, afirma Unicef

Congo

Reconstituição. Policiais civis no local do assassinato de Marielle

Foto: /Fernando Frazão/Agência Brasil

Metade das crianças menores de 5 anos naquela região, que são cerca de 770 mil, sofrem de desnutrição aguda, afirma o relatório

Das agê[email protected]

Cerca de 400 mil crianças "correm risco de morrer" de fome na região central de Kasai na República Democrática do Congo, advertiu nesta sexta-feira o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância. Em um relatório divulgado em Kinshasa, o Unicef afirmou que 3,8 milhões de pessoas necessitam de ajuda humanitária de Kasai, incluídas 2,3 milhões de crianças.

Metade das crianças menores de 5 anos na região, que são cerca de 770 mil, sofrem de desnutrição aguda, das quais 400 mil estão gravemente desnutridas e correm perigo de uma morte iminente.

A região de Kasai era uma das mais prósperas e pacífica da RDC até 2016, quando explodiu a violência entre forças governamentais e milícias tribais por uma disputa com um chefe local, em um conflito no qual milhares de crianças foram recrutadas por grupos armados. "O conflito e o deslocamento seguem tendo consequências devastadoras para as crianças em Kasai", afirmou o subdiretor executivo de Unicef, Fatoumata Ndiaye, que acaba de retornar de uma missão na zona.

Para ajudar as crianças de Kasai, o Fundo das Nações Unidas para a Infância solicitou U$S 88 milhões, dos quais só obteve 25%.

EBOLA.

Além disso, a OMS (Organização Mundial da Saúde) prepara-se para o "pior cenário" possível perante o novo surto de ebola no país, onde já foram detectados 32 casos suspeitos da doença. Na terça-feira (8), o Ministério da Saúde da RDC notificou que tinha confirmado dois casos de ebola em laboratório e no mesmo dia foi declarado oficialmente um novo surto no país, local de várias epidemias no passado.

As Equipes da OMS, Unicef, Federação Internacional da Cruz Vermelha e Médicos sem Fronteiras se desdobraram na região onde surgiu o surto, em Bikoro (Noroeste), um local remoto a 280 quilômetros da capital provincial e com uma infraestrutura muito pobre, como explicou em entrevista coletiva o diretor de Emergências da OMS, Peter Salama.

"Estamos muito preocupados porque a área onde surgiu é remota e muito pobre e com um acesso muito precário. A chegada de assistência é um desafio por si mesmo", afirmou.

Por isso, a OMS está para assinar um acordo com o Programa Mundial de Alimentos com o objetivo de contar com helicópteros nos quais poderá transportar pessoal e materiais, e ao mesmo tempo, está planejando a possibilidade de criar uma pista de aterrissagem para essas aeronaves.

"Temos medo de que o surto se expanda a Bandaka, a capital provincial, com 1 milhão de habitantes. Se chegar a essa cidade, teremos um surto maior e um desafio muito grande"..

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