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Abril 12, 2018 - 23:36

Lobão apresenta homenagem ao rock em dois shows no Vale

Lobão

Anos 1980. Lobão mira no rock 'brazuca' e se surpreende: 'é maravilhoso!'

Foto: /Anatole Klapouch/Divulgação

Paula Maria [email protected]

Convidado a escrever o "Guia Politicamente Incorreto dos Anos 80 pelo Rock" (Leya), Lobão queria sacanear. Sua ideia era colocar para fora todas as suas críticas àquilo que foi produzido nos tempos de outrora. Até que resolveu pegar a discografia de bandas e músicos que tiveram sua representatividade no momento... "E lá pelo capítulo oito, comecei a me arrepender amargamente daquilo que estava escrevendo!", riu o cantor.

Uma mea-culpa? "As relações interpessoais eram ruins. Vivemos desde aquela época num totalitarismo cultural em que Chico (Buarque), (Gilberto) Gil, Roberto Carlos e Milton Nascimento ditam as regras da MPB. E quem estava a margem disso, oferecia tecnicamente uma coisa horrorosa, gravações ruins... Mas as canções, reconheço, são maravilhosas! Eu passei a me sentir orgulhoso, fazer rock naquela época era um ato heroico!", afirmou.

E foi num ato de desconstrução de preconceitos, emoção e redenção que nasceu "Antologia", disco que compila a nata do rock nacional de 1980 com nova roupagem, e que será apresentado no sábado (14) em um show em Guaratinguetá; e no dia 21, em São José.

No repertório, um pré era do rock, com direito a Marina Lima, Guilherme Arantes, Lulu Santos e Evandro Mesquita. "Os livros ignoram essa galera que, construiu toda a base para que a turma do rock entrasse em ação. Tudo começou em 1976, no Festival de Saquarema", lembrou.

Também no disco, "Eu não matei Joana D'Arc", "Geração coca-cola", "Louras geladas", "Primeiros erros", "Nós vamos invadir sua praia", "Lanterna dos afogados" e duas canções próprias: "Esfinge de estilhaços" e "Azul e amarelo", esta última escrita com Cazuza.

"Eu não queria fazer meus hits. Busquei as letras mais bonitas que eu fiz", explicou.

VIDA LOUCA, VIDA.

Para fazer jus a boa música homenageada, "Antologia" foi lançada em CD, vinil e pen drive. "Coloquei em todas as plataformas. Remixei, compramos fitas magnéticas para masterização, também vou gravar naqueles rolos comuns dos anos 1960. Quero fazer um trabalho impecável. Naquela época era tudo feito como dava, agora que posso fazer direito nem faz sentido não entregar o melhor", disse Lobão.

Como regra da produção, a independência de sempre. O financiamento coletivo foi a estratégia adotada. Nele, as pessoas compram um produto em troca da ajuda para a realização do projeto.

"Não podemos ficar dependentes de lojas, gravadoras e de incentivo do governo. Senão você vira um fantoche! Como vai ter espirito crítico? Um artista que está começando ainda justifica... Mas, para aquele que tem público, pedir dinheiro do governo é imoral", polemizou.

Aliás, a polêmica parece acompanhar Lobão desde a infância. Mas, com as redes sociais, suas falas ganham sempre enorme repercussão, com direito a xingamentos públicos.

"Às vezes é chato porque é massivo. Mas sobrevivi a todas as intempéries e tenho de agradecer a internet por isso. Tenho mais seguidores que muito veículo de comunicação! E a maioria dos xingamentos levo na brincadeira. Mando tomar no c*, todo o mundo ri e pronto! Para o rock'n roll não tenho misericórdia. O resto eu levo na farra!", riu.

Informações: https://www.facebook.com/DVulgaEventos

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