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Política
Abril 09, 2018 - 23:26

França ataca Doria e diz que evitou 'sangue' na prisão de Lula no ABC

Marcio França e a primeira dama em Aparecida

Visita. Ao lado da primeira dama, governador Marcio França foi ao Santuário Nacional de Aparecida

Foto: Divulgação / Governo do Estado

Em primeira visita ao Vale do Paraíba como governador, Marcio França diz que houve insistência para que Tropa de Choque atuasse em situação do ex-presidente Lula e diz que Doria não teve palavra ao deixar prefeitura da capital

Caíque [email protected]

Em sua primeira visita ao Vale apos assumir o governo do Estado, Marcio França (PSB) justificou a não utilização da Tropa de Choque da Polícia Militar na situação do ex-presidente Lula na última semana, dizendo que seria 'um espetáculo' para pessoas que 'querem sangue', e partiu para o ataque contra João Doria (PSDB), um de seus principais concorrentes nas eleições deste ano.

Vice de Geraldo Alckmin (PSBD), França assumiu o cargo no último fim de semana e neste domingo participou de um evento em Aparecida. Questionado sobre a prisão do ex-presidente, que se entregou no último sábado para a Polícia Federal, o governador disse que houve uma insistência para que policiais agissem na situação.

Milhares de militantes estiveram em São Bernardo do Campo, e um grupo chegou a evitar que o petista deixasse o prédio do Sindicato dos Metalúrgicos, horas antes de se entregar oficialmente.

"Houve muita insistência para que colocássemos a Tropa de Choque, batessemos nas pessoas, liberássemos. Uma bobagem sem tamanho. As pessoas se divertem com isso, mas ninguém pode se divertir com radicalismo. O Brasil precisa de menos gladiadores e mais conciliadores", disse França.

"No final, foi preso como era a determinação legal, sem precisar derrubar sangue e sem espetáculo para as pessoas se satisfazerem com essa violência desnecessária", completou o governador, em entrevista coletiva neste domingo.

ATAQUE.

Marcio França também aproveitou os para cutucar o ex-prefeito de São Paulo, João Doria, que também deixou o cargo neste fim de semana e vai concorrer ao Palácio dos Bandeirantes em outubro.

"Eu e o Alckmin viemos da política. Fui vereador, prefeito, deputado... Doria é um homem inteligente, do partido do governador, mas não teve palavra, não cumpriu sua palavra de ficar até o final do mandato", disse. Doria assumiu a prefeitura em 2016, e chegou a prometer que completaria o mandato na capital.

"Isso é muito ruim para a política, passa uma sensação de que você pode largar e não cumprir o que prometeu", completou França.

Os dois são pré-candidatos ao governo do Estado nas próximas eleições.

Eleição para governador pode ter também Russomano, Skaf e Haddad

Além de Marcio França, que terá a máquina pública em mãos nos seis meses que antecedem o pleito de outubro, e João Doria, que deixou a prefeitura paulistana nos últimos dias, outros nomes surgem como pré-candidatos ao governo do Estado.

Dois nomes que já manifestaram interesse no Palácio dos Bandeirantes surgem como opções: Paulo Skaf (PMDB), presidente da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), e também Celso Russomano (PRB).

O PT ainda não divulgou quem será seu candidato, mas especula-se que Fernando Haddad, o ex-prefeito da capital e derrotado por Doria em 2016, seja o escolhido para a disputa.

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