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Política
Abril 02, 2018 - 23:30

Sem-teto de terreno ocupado ameaçam invadir áreas vizinhas e cobram poder público

Chamado de novo pinheirinho

Ocupação. Área invadida em Jacareí tem limite estimado para receber até 2.300 famílias de sem-teto

Foto: /Rogério Marques/OVALE 

Líderes do movimento de área invadida localizada no limite entre Jacareí e São José dos Campos cogitam estender invasões como 'plano B' para abrigar mais famílias; defesa dos sem-teto cobra uma desapropriação do terreno

Danilo [email protected]_

Lideranças do movimento sem-teto ameaçam expandir as invasões em áreas próximas ao terreno ocupado por cerca de 1.800 famílias, localizado no limite de Jacareí com São José dos Campos. A ideia deles é executar um 'plano B' para abrigar um número maior de moradores no terreno de 870 mil metros quadrados, com capacidade estimada para até 2.300 famílias.

Além de Jacareí, o movimento analisa a possibilidade de invadir áreas de São José. "Tem muita área para explorar. Nós estamos unidos e fortalecidos", disse Maria Elisângela da Silva, uma das líderes.

O advogado dos sem-teto, Antônio Donizete Ferreira, o Toninho do PSTU, não descartou novas invasões e cobrou um encontro com o prefeito Izaias Santana (PSDB) para discutir uma solução de moradia para essas famílias. "Protocolamos uma carta na última quinta-feira solicitando uma reunião com o prefeito para que ele atenda a comissão de moradores do terreno".

Para ele, uma das alternativas para ser discutida é a desapropriação da área por meio do pagamento de indenização. "O pagamento de uma indenização pode ocorrer. Aquela área pode ser aproveitada por um empreendimento do CDHU [Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano], por exemplo", visa Toninho.

OUTRO LADO.

A Prefeitura de Jacareí informou que o prefeito Izaias Santana cumpriu agenda externa nesta segunda e ainda não analisou a carta. A Prefeitura de São José informou que conta com equipe de fiscalização de loteamentos clandestinos. "A equipe realiza a autuação, ingressando no judiciário quando necessário".

A empresa Ricardo Empreendimentos Imobiliários, proprietária do terreno, informou que uma possível desapropriação cabe ao poder público..

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