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Abril 16, 2018 - 22:51

Violência sobe mesmo após alta no número de detentos na região

Crime. Taxa de homicídios teve aumento no Vale; em 2012, a média foi de 18,23

Crime. Taxa de homicídios teve aumento no Vale entre 2007 e 2017

Foto: /Rogério Marques/OVALE

Mesmo com crescimento de 63% da população carcerária, a taxa de homicídios e crimes contra o patrimônio cresceram paralelamente; dados mostram comparativos em 10 anos

Lucas [email protected]

Tem preso saindo pelo ladrão na RMVale, líder de violência em São Paulo. Nos 10 últimos anos, o sistema prisional teve registrou aumentou superior a 60% no número de presos na região. A elevação no número de detentos, com mais prisões sendo efetuadas, não foi suficiente para baixar os índices de criminalidade. Nesse mesmo período, a taxa de homicídios e também os principais crimes contra patrimônio subiram no Vale do Paraíba.

No ano de 2007, quando os presídios da região abrigavam 8.996 detentos, a taxa de vítimas de homicídios dolosos a cada 100 mil habitantes era de 12,64. Pouco mais de 10 anos depois, em fevereiro de 2018, a média está em 13,28. Hoje, a região tem 14.679 detentos -- aumento de 63% da população carcerária no Vale.

Oito das 12 unidades prisionais na RMVale estão superlotadas atualmente: a P1 e P2 de Potim, a P1 e P2 Feminina de Tremembé, CDP (Centro de Detenção Provisória) de Caraguatatuba, São José dos Campos e Taubaté, além também do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico localizado em Taubaté.

O ápice da violência, contudo, aconteceu em 2012, quando o índice na região apontou uma média de 18,23 homicídios a cada 100 mil habitantes. O segundo maior número foi registrado em 2011: 17,98.

Para a cientista política Dora Soares, o aumento no número de presidiários demonstra a incapacidade do poder público em combater a violência.

Em 2017, a polícia da região fez 10.617 prisões em flagrante e por mandado. "O alto número de presidiários só denuncia a nossa incapacidade de combater a violência. O sistema presidiário brasileiro é falido, não recupera ninguém, alimenta a criminalidade e a violência, porque é um sistema repressivo", avaliou a cientista.

OUTROS CRIMES.

Entre os considerados crimes contra o patrimônio, segundo os dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo, a região registrou aumento nos roubos, roubos de veículos e furtos de veículos. Em 2007 foram registrados 9.075 roubos, contra 9.756 em 2017 (7,5%). Já nos roubos de veículos, foram 1.528 em 2007, contra 1.673 em 2017 (9,5%). Nos furtos de veículos, o número passou de 3.694 para 4.892 - um aumento de 32%.

O número de furtos gerais, no entanto, registrou queda na comparação entre os anos..

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