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Especial
Abril 14, 2018 - 04:11

RMVale tem taxa de leitos abaixo da média registrada em S. Paulo

Alckmin

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Foto: Rogério Marques

Na comparação com as seis grandes regiões metropolitanas estaduais, a RMVale é a terceira com a menor taxa de leitos de internação; perde para Sorocaba (2,43) e São Paulo (2,01) e ganha de Campinas (1,68) e Santos (1,56)

Xandu [email protected]

O Vale do Paraíba tem taxa de leitos de internação menor do que a média estadual.

Enquanto no Estado a taxa é de 2,14 leitos por cada grupo de 1.000 pessoas, a do Vale é de 1,81. Os valores são referentes a 2016 e foram compilados pela Fundação Seade. São os dados mais recentes.

Na comparação com as seis grandes regiões metropolitanas estaduais, a RMVale é a terceira com a menor taxa de leitos de internação.

É superada por Sorocaba (2,43) e São Paulo (2,01) e ganha de Campinas (1,68) e da Baixada Santista (1,56). O Seade não disponibilizou dados da RM Ribeirão Preto.

O índice preconizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é de 3 a 5 leitos para cada mil habitantes.

Países como Japão e Alemanha, por exemplo, têm média de 13,7 e 8,2 leitos para 1.000 habitantes, respectivamente.

LEITOS.

Em números absolutos, a região contava com 4.353 leitos de internação há dois anos, 2,93% de crescimento para 2015, com 4.229 leitos.

O Vale registrou o melhor percentual de aumento no número de leitos em todo o Estado, cuja média caiu 1,99%, de 94,5 mil para 92,6 mil leitos em um ano.

A segunda colocada foi a Baixada Santista, com alta de 0,40% nos leitos de internação.

REDE PÚBLICA.

Quanto aos leitos do SUS (Sistema Único de Saúde), a situação é semelhante.

A RMVale tem taxa inferior à média estadual, que é de 1,28 leito para cada mil habitantes. No Vale, segundo o Seade, o coeficiente é de 1,08 leito por mil.

A região perde novamente para outras áreas, como Sorocaba (1,61) e São Paulo (1,13), ultrapassando a Baixada Santista (0,96) e Campinas (0,89).

Ainda segundo a pesquisa, o Vale contava, em 2016, com 2.601 leitos para internação pelo SUS, contra 2.545 no ano anterior, alta de 2,2%.

Trata-se do segundo melhor índice do Estado, perdendo apenas para a Baixada Santista, com aumento de 3,82% nos leitos SUS. A média estadual é negativa: 3,72% a menos no total de leitos SUS: de 57,6 mil para 55,5 mil.

OPINIÃO.

O ginecologista e obstetra Sérgio Ramos, diretor da APM (Associação Paulista de Medicina), minimizou o indicador.

Segundo ele, nem sempre muitos leitos na cidade são sinônimo de qualidade no atendimento do SUS."Quanto maior a resolutividade da rede, menos leitos ela necessita. Se a rede está bem escalonada, não precisa de um número de leitos muito grande"..

Estado abre novos leitos com Hospital Regional de São José e do Litoral Norte

A Secretaria de Estado da Saúde disse que "investe continuamente e historicamente no fortalecimento da saúde no Vale do Paraíba".

Desde 2012, segundo a pasta, foram investidos R$ 22,4 milhões no Hospital Regional do Vale do Paraíba, com "a ativação de novos leitos e o aumento na produção de cirurgias, consultas e exames", e no Hospital Universitário de Taubaté, que passou a ser gerido pelo Estado. Atualmente, ambas as unidades contam com 422 leitos, no total.

Neste ano, a pasta inaugurou o Hospital Regional de São José com investimento de R$ 217 milhões e construído por meio de PPP (Parceria Público-Privada). A unidade é voltada à média e alta complexidade. A unidade conta com 180 leitos.

Está prevista a inauguração, ainda neste ano, do Hospital Regional do Litoral Norte, com mais 200 leitos e R$ 188 milhões em investimentos. "Na região do Vale do Paraíba, há mais de 3,3 mil leitos. Criar novos leitos de internação não é prerrogativa exclusiva do Estado, cabendo também aos municípios e à União", disse a pasta..

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