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Abril 16, 2018 - 19:08

Ministro do STJ nega habeas corpus a taubateano operador do PSDB

Preso. Paulo Preto ficou conhecido nacionalmente durante debate

Preso. Paulo Preto ficou conhecido nacionalmente durante debate

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado


O ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou hoje (16) pedido de habeas corpus protocolado pela defesa do ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, nascido em Taubaté. Ele foi preso no início do mês pela Polícia Federal em São Paulo.

Na decisão, o ministro entendeu que o mandado de prisão contra o acusado foi devidamente fundamentado e não há como substituir a prisão preventiva por medidas cautelares diversas da reclusão. Segundo o Ministério Público Federal, durante as investigações, uma colaboradora informou ter sido ameaçada pelo ex-diretor da Dersa.

A prisão foi decretada no âmbito do processo sobre supostas irregularidades ocorridas em desapropriações para a construção do Rodoanel Sul. Segundo a defesa, a medida é arbitrária, sem fundamentos legais, além de desnecessária ante o perfil e a rotina do investigado, que sempre esteve à disposição da Justiça.

OPERADOR. Natural de Taubaté, Paulo Vieira de Souza é formado pela Unitau (Universidade de Taubaté) em Desenho Geométrico, Matemática e Engenharia Civil.

Paulo Preto ficou conhecido nacionalmente em 2010, durante um debate eleitoral, quando Dilma Rousseff (PT) citou o nome do engenheiro para atacar José Serra. Inicialmente, o tucano disse não saber de quem se tratava. Depois, pressionado, admitiu saber quem era o taubateano.

Paulo Preto é apontado como sendo operador do PSDB. Segundo executivos de empresas como OAS e Andrade Gutierrez, ele receberia propinas para o partido. Os depoimentos foram feitos no âmbito da Operação Lava Jato.

Em fevereiro, foi noticiado que o engenheiro tem uma conta na Suíça com R$ 113 milhões.

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