São José dos Campos
20º / 26º
No decorrer do dia o dia terá com variação de nebulosidade na região.
Brasil
Abril 11, 2018 - 20:07

STJ manda inquérito para Justiça Eleitoral e Alckmin 'escapa' da Lava Jato

Alckmin

Alckmin

Foto: Divulgação

Agência Brasil

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi reconheceu hoje (11) o fim da competência da instância especial para processar o inquérito instaurado no ano passado contra o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). A investigação estava a cargo do STJ em razão da prerrogativa de foro de Alckmin, que renunciou ao cargo no último dia 7 de abril.

“Sendo assim, a ministra determinou remessa dos autos à Justiça Eleitoral do Estado de São Paulo, nos termos do que foi requerido pelo vice-procurador Geral da República, Luciano Mariz”, informou o STJ, em nota.

Havia a expectativa que Alckmin fosse investigado pela Operação Lava Jato, após perder o foro privilegiado ao deixar o governo de São Paulo -- a Operação investiga se o tucano recebeu mais de R$ 10 milhões da empreiteira Odebrecht, conforme dito pela própria construtora no ano passado.

Alckmin é um dos governadores citados nas delações de ex-executivos da Odebrecht. Também poderão ter os inquéritos enviados para a justiça eleitoral os ex-governadores Beto Richa, Marconi Perillo, Confúcio Moura e Raimundo Colombo, que também são investigados e se desligaram dos cargos para concorrer nas eleições de 2018.

PEDIDO.

Na noite desta última terça-feira, a força-tarefa da Operação Lava Jato do MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo havia requerido à Procuradoria-Geral da República o inquérito que investiga o ex-governador paulista. Em ofício encaminhado naquela noite, o Ministério pede a transferência da apuração para São Paulo "com urgência, tendo em vista o andamento avançado de outras apurações correlatas sob nossa responsabilidade".

Alckmin e pretende disputar a indicação de seu partido para concorrer à presidência da República.

A investigação contra o ex-governador de São Paulo foi aberta a partir da petição 6.639 do STF (Supremo Tribunal Federal) encaminhada pelo ministro Edson Fachin à Corte Especial do STJ.

DELAÇÕES.

De acordo com o Ministério Público Federal, depoimentos de colaboradores da Operação Lava Jato - Benedicto Barbosa da Silva Junior (responsável pelo setor de pagamento de propinas da construtora Odebrecht), Carlos Armando Guedes Paschoal (ex-diretor da Odebrecht em São Paulo) e Arnaldo Cumplido de Souza e Silva (responsável da Odebrecht pelo contrato de construção da Linha 6 do Metrô de São Paulo) - indicaram o repasse irregular de recursos para Alckmin a título de contribuição eleitoral. As doações ilegais teriam contado com a participação do cunhado do ex-governador, Adhemar César Ribeiro.

"A delação é de natureza eleitoral e sem nenhuma procedência. Isso vai ficar claro, é só aguardar um pouquinho", disse Alckmin, durante visita ao Senado Federal nesta quarta-feira.

Publicidade
Publicidade
Publicidade  
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

BRASIL

MUNDO