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Março 29, 2018 - 23:21

Claudio Lins traz a São José musical com história da Bossa Nova

O Musical da Bossa Nova2 _divulgação

Banquinho e violão. Cantores são, antes de tudo, contadores de histórias

Foto: /Divulgação

Paula Maria [email protected]

Enquanto na adolescência a galera ouvia rock nacional, Claudio Lins curtia mesmo era jazz, bossa nova e MPB. Filho de Ivan e Lucinha Lins, o então estudante de piano não curtia o som das festinhas. Tornou-se um apaixonado pela música brasileira, "berço das canções mais bonitas que conheço", disse.

Parte dessa sua paixão, Lins pôde apresentar no palco do "Popstar" (Globo). "Só valia a pena participar do programa se eu pudesse cantar minha verdade", cravou. A outra parte, ele traz agora a São José, no espetáculo "O Musical da Bossa Nova", em cartaz no teatro Colinas.

Nele, a história de um dos movimentos mais influentes da MPB, responsável por revelar nomes como Vinícius de Moraes e Tom Jobim.

"Delia Fischer, nossa diretora musical, colocou esse desafio e eu abracei a ponto de procurar uma fonoaudióloga para me ajudar", revelou ele. "Cantar Bossa Nova é cantar pequeno, minimalista. Tecnicamente, é mais difícil. Então fazer esse espetáculo tem sido para mim uma experiência deliciosa de descobrir o limite mínimo da minha voz", explicou.

Além de Lins, estarão em cena outros dez atores mais quatro músicos. "Tem sido um prazer. Fico contando os dias para estar em cena cantando essas músicas tão lindas".

CURIOSIDADES.

"Informações bem objetivas e históricas apresentadas de uma forma lúdica e criativa". Essa é a definição da peça, segundo Sérgio Módena, que assina a direção do musical com Rodrigo Faour.

"A proposta é contar histórias e curiosidades desse importante movimento musical que ganhou o mundo. Portanto não há no espetáculo uma história ficcional que costura as canções. Aqui, os atores cantores assumem o papel de contadores de causos. É uma comunicação direta e bem objetiva que faz com que esse formato esteja muito mais ligado a um show teatralizado", completou.

O musical é dividido em quatro partes: na primeira são abordadas histórias e curiosidades sobre o nome "Bossa Nova"; na segunda, a origem desse estilo musical, as influências do passado e como o cenário musical brasileiro propiciou o surgimento do movimento; o terceiro bloco aborda os costumes dos artistas da época e os locais onde se reuniam para criar; e o último mostra como o ritmo ganhou o mundo.

ESCOLHAS.

São ao todo 90 minutos de espetáculo. Entre as canções: "Samba de uma nota só" (Tom Jobim e Newton Mendonça), "Samba da minha terra" (Dorival Caymmi), "O Barquinho" (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), "Chega de saudade'"(Tom Jobim e Vinícius de Moraes) e "Garota de Ipanema" (Tom Jobim e Vinícius de Moraes).

"Esse repertório já vem de longa data, de uma outra peça que foi estreada no Rio com outro nome. Quando Módena e Faour chegaram em mim, já estavam com 80% do material. Então só pedi algumas inclusões. A gente tentou dar um apanhado em que pudessem prevalecer todos os compositores de Bossa Nova em todos os momentos, o que é uma missão praticamente impossível!", contou Delia Fischer, diretora musical. "Estamos há dois anos nesse processo e sempre refinando para melhorias".

Serviço.

Em cartaz no sábado (31), às 21h, e domingo (1º de abril), entre às 16h e às 19h. O teatro fica na av. São João, 2200. Ingressos a partir de R$ 50 (inteira)..

 

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