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Março 12, 2018 - 22:43

Cine Teatro Benedito Alves gastará mais dinheiro com readequações

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Foto: /Foto: Rogério Marques/OVale

Paula Maria [email protected]

R$ 2,2 milhões mais cerca de R$ 1,5 milhão e contando... A novela Cine Teatro Benedito Alves, de São José, parece longe do final feliz. Em visita ao local na manhã de segunda-feira (12), OVALE constatou - junto a FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo) - equívocos de projeto que impossibilitaram, até o momento, o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) e, portanto, a reabertura definitiva da casa.

"Quando as obras locais foram iniciadas, existia alguns requisitos exigidos pelos Bombeiros, que não foram atendidos. O principal é o extrator de fumaça e o pullman (cadeiras localizadas no mezanino)", afirmou André Cardoso, diretor administrativo da FCCR.

Duas licitações foram realizadas no ano passado para resolver o problema do extrator. Sem sucesso. "Havia muitos questionamentos por parte das empresas. Então tivemos de contratar um projeto básico executivo. Mas, ao longo da produção deste, surgiu nova situação: o duto, além de ter determinada altura, deve fazer a menor quantidade de curvas possível ao longo do percurso, para não tirar o potencial de extração. Dessa forma, ele deveria passar onde hoje passa a rede elétrica", afirmou o diretor.

Ou seja, a rede elétrica terá de ser deslocada. "O que era um projeto simples, tornou-se complicado em razão de toda a estrutura do projeto".

Segundo Cardoso, ainda está sendo resolvido o guarda-corpo do mezanino (devido a inclinação das cadeiras, no novo projeto perde-se 15cm do espaço atual); a madeira do palco e a cortina (devem estar ignifugadas - com produto que retarda as chamas em caso de incêndio) e a readequação de alguns disjuntores."Hoje, se ligarmos a capacidade total do teatro na rede existente, teremos sérios problemas", alertou o diretor.

Faltam também o projeto de colocação do ar condicionado e, de acordo com a nova gestão da FCCR, será preciso rever o espaço reservado ao café - no caminho de onde passaria cenários e figurinos de peças que se apresentariam no local - e o alçapão que leva a lateral do palco - muito pesada para que seja usada ao longo de uma apresentação.

reabertura?

Mas afinal, se há tantos problemas, por que o teatro foi reaberto em 2016? "Nossa proposta era fazermos ajustes no meio do caminho", explicou Alcemir Palma, ex-presidente da FCCR. "Tivemos o cuidado de, em todo evento, colocar mais brigadistas no local, levar mais extintores. O tempo todo nos preocupamos com a segurança dos presentes", continuou.

Ainda segundo ele, o projeto do "Centro Vivo", do governo Carlinhos Almeida (PT), afetou o projeto elétrico inicial feito para o teatro, e os dutos extratores de fumaça, de fato, era uma exigência cuja licitação, feita durante sua gestão, também não obteve sucesso, ficando assim para o ano seguinte.

"O ar condicionado tinha um alto custo, então teríamos de fazê-lo posteriormente. Já havíamos aberto licitação para o café - mas não houve proponente - e no nosso ponto de vista, não atrapalharia a passagem, uma vez que teríamos cerca de duas peças por mês", disse ele que defende a reabertura do local. "A gestão atual poderia abrir a galeria, por exemplo, para um número determinado de visitantes. Torço, inclusive, por isso".

"Esse é um projeto complicado, tivemos de fazer várias adequações, não há, por exemplo, fundo de palco. A grosso modo, se não fosse um prédio histórico, teria sido mais fácil derrubar tudo e construir de novo", cravou.

A nova expectativa é de que a casa seja reaberta no final deste ano. Ainda há em caixa R$ 500 mil para as obras. .

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