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Economia
Março 28, 2018 - 01:14

Crise na indústria fecha 21,9 mil empregos na RMVale, diz Caged

Indústria

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Foto: Arquivo/ Agência Brasil

Trata-se do setor da economia regional que mais desempregou entre janeiro de 2014 e fevereiro de 2018, aponta o Ministério do Trabalho; nesse período, a região perdeu 46,2 mil postos de trabalho formais (carteira assinada)

Xandu [email protected]

As indústrias da RMVale já cortaram 21,9 mil postos de trabalho desde início da crise, em 2014, de acordo com os dados oficiais do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Trata-se do setor da economia regional que mais desempregou entre janeiro de 2014 e fevereiro de 2018. Nesse período, o Vale perdeu 46,2 mil postos de trabalho formais (com carteira assinada).

Depois da indústria, o setor da construção civil foi quem mais cortou empregos em toda a região, com perda de aproximadamente 8,4 mil vagas.

Comércio e serviços vêm em seguida, com recuo de 7,4 mil e 6,6 mil empregos na crise, respectivamente.

O segmento de extração mineral perdeu 651 postos de trabalho e a administração pública, cortou 485. O setor de Serviços Industriais de Utilidade Pública desempregou 172 pessoas no período.

EMPREGOS.

As demissões reduziram o estoque de empregos gerados antes da crise, em três anos, de 2010 a 2013. Na RMVale, a economia contratou 55,8 mil pessoas nesse período, com destaque para serviços, que admitiram 22,7 mil trabalhadores.Comércio contratou 22,7 mil e a indústria, 14,1 mil.

A construção civil manteve saldo negativo mesmo antes da crise: - 2,7 mil vagas.

Na série histórica do Caged, entre 2002 e 2018 (até fevereiro), o Vale acumula saldo de 164,2 mil empregos gerados.

Os números revelam o estrago da crise.

Até 2013, a região admitiu 210,5 mil novos trabalhadores, porém com corte de 46,2 mil vagas após janeiro de 2014.

CIDADES.

Os municípios mais industrializados da RMVale foram os que perderam mais empregos durante a crise.

São José lidera o ranking, com demissão de 22,6 mil trabalhadores entre janeiro de 2014 e fevereiro de 2018. Taubaté vem em seguida com perda de 12 mil postos de trabalho.

Pindamonhangaba é terceira colocada, com corte de 4 mil vagas. Depois estão Cruzeiro (-3.000 empregos), Caçapava (-2,1 mil) e Jacareí (-2.000).

RMVALE.

No geral, dos 39 municípios do Vale do Paraíba, 21 deles (54%) reduziram o estoque de emprego desde o início da crise, acumulando 49,6 mil vagas perdidas.

Outras 18 cidades registraram saldo positivo de postos de trabalho no período, com saldo de 3,3 mil vagas abertas, pouco diante das demissões.

"Isso mostra o tamanho do desafio do emprego no Vale", disse o economista Edson Trajano, da Unitau..

 

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