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Política
Fevereiro 07, 2018 - 22:55

Jurídico aponta falta de estudo de impacto com reajuste de 19% a secretários de São José

Felicio, Câmara e Cambuí

Felicio, Câmara e Cambuí

Foto: Divulgação

Prefeito afirma que com corte de nove secretarias conseguiu uma economia de R$ 1,7 milhão e defende aprovação; projeto de reajuste de 19% nos salários dos secretários deve ser votado hoje com manifestação na galeria da Câmara

Hernane Lélis e Julia [email protected]
SÃO JOSÉ CAMPOS

Fatores econômicos usados pelo prefeito Felicio Ramuth (PSDB) para defender o reajuste de 19% nos salários de sua equipe de secretários também constam no parecer técnico da Assessoria Jurídica da Câmara. Só que, enquanto o tucano destaca a redução de custos proporcionada pela reforma administrativa na prefeitura, o setor questiona a ausência de indicação do impacto orçamentário no projeto de aumento.

A proposta da Mesa Diretora da Câmara deve ser votada na sessão desta quinta-feira (8) com rejeição declarada de parte do Legislativo. O projeto não está na ordem do dia, mas deve ser incluído na pauta durante as atividades no plenário, onde, a recomendação da assessoria é de que seja apreciado com os apontamentos jurídicos superados.

De acordo com a Câmara, o "estudo de impacto financeiro está sendo providenciado". Se aprovado, os vencimentos dos 14 secretários de Felicio vão saltar de R$ 11.226,23 para R$ 13.369,32. O projeto foi apresentado na última semana, mas a bancado do PT pediu prazo de emenda, que termina hoje. "No início da gestão cortamos nove secretarias e economizamos, em 2017, R$ 1,7 milhão com salário e encargos de secretários. Com o reajuste, caso seja aprovado, esse número diminuíra para 1,4 milhão em salários de secretários em relação as gestões anteriores", explicou Felicio.

NO PLENÁRIO

Apesar de terem assinado o projeto, o que em tese é concordância à proposta, Esdras (SD), Fernando Petiti (PSDB), Dulce Rita (PSDB), Marcão da Academia (PTB) não quiseram confirmar se são favoráveis ao reajuste. Dr Elton (PMDB) e Roberto do Eleven (PRB) não quiseram se pronunciar.

Outros três parlamentares, Walter Hayashi (PSC), Cyborg (PV), Maninho Cem Por Cento (PTB), que também assinaram o projeto, não retornaram os contatos da reportagem. Sérgio Camargo (PSDB) não atendeu as ligações.

Os vereadores José Dimas (PSDB), líder do governo Felicio, Robertinho da Padaria (PPS) e Calasans Camargo (PRP) são favoráveis.

Além da bancada do PT, composta por três parlamentares, Renata Paiva (PSD), Lino Bispo (PR), Valdir Alvarenga (SD) e Flávia Carvalho (PRB) disseram que vão votar contra a medida..

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