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Política
Fevereiro 05, 2018 - 22:19

Por qualificação, Felicio quer pagar R$ 1 mil a desempregados

Projeto. Discussão do projeto Observatório do Emprego, em solenidade na Faap nesta segunda-feira.

Projeto. Discussão do projeto Observatório do Emprego, em solenidade na Faap nesta segunda-feira

Foto: Rogério Marques

São José fechou aproximadamente 1.900 vagas de emprego no ano passado. Para ajudar quem ainda não conseguiu voltar ao mercado de trabalho, prefeito recorre ao estímulo e apoio à qualificação profissional

Hernane Lélis e Julia [email protected]

São José fechou aproximadamente 1.900 vagas de emprego no ano passado. Para ajudar quem ainda não conseguiu voltar ao mercado de trabalho, o prefeito da cidade, Felicio Ramuth (PSDB), recorre ao estímulo e apoio à qualificação profissional com a implantação do "Programa Pró-Trabalho", que prevê o pagamento de R$ 1.000 como bolsa-auxílio aos desempregados matriculados em cursos de capacitação.

A proposta, protocolada na Câmara pelo tucano, consiste na oferta de até 2.000 vagas para concessão de bolsa no valor mensal de R$ 1.000, com o fornecimento de vale alimentação de R$ 100, a quem estiver frequentando cursos e treinamentos gratuitos. A estimativa da prefeitura é que o programa tenha um custo total de R$ 9.730.000,00 neste ano.

Se aprovado, a expectativa da prefeitura é iniciar as inscrições no primeiro trimestre. O valor do benefício será repassado diretamente ao bolsista enquanto ele estiver participando do programa, podendo utilizá-lo de maneira livre. Caso arrume um emprego ou pare de frequentar o curso, o participante perde o direito à bolsa.

Durante o período que estiver no programa, o bolsista pode realizar cursos pagos ou gratuitos, respeitando oito horas semanais. A prefeitura vai acompanhar o andamento dos estudos do beneficiário com avaliação semestral e controle de frequência. A bolsa tem validade de um ano, podendo ser prorrogada por mais um.

ASSISTENCIALISMO

Tradicionalmente crítica aos modelos de concessão de bolsa-auxílio criadas pelo PT, a administração tucana nega que o Programa Pró-Trabalho possa ter um caráter assistencialista. "O objetivo é dar estímulo à qualificação e favorecer a recolocação no mercado de trabalho dos indivíduos que estejam desempregados e, consequentemente, passando por situação de vulnerabilidade", disse Edna Tralli, secretaria de Apoio ao Social ao Cidadão.

Para o vereador Wagner Balieiro (PT) a proposta é uma ação de marketing. "É quase a mesma coisa que o PIQ só que com algumas perdas. No PIQ existia uma espécie de 13º salário, o que não está previsto neste projeto. A quantidade de vagas é exatamente a mesma, ou seja, estão mudando apenas o nome do programa e colocando a mesma proposta"..

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