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Ideias
Fevereiro 09, 2018 - 00:50

PRIVILÉGIOS E DESIGUALDADES NOS presídios

Luiz Paulo Costa Jornalista e escritor

É sabido que os privilégios e as desigualdades nos presídios apenas reproduzem o que existe na sociedade e no estado brasileiro. E tal qual na política, o populismo penal usa de uma criminologia midiática da cultura do encarceramento e do falso discurso da impunidade e das prisões preventivas ou temporárias que são verdadeiras condenações e levam os presídios a ser a universidade do crime, muitos dominados por facções e organizações criminosas.

A população carcerária brasileira é a terceira maior do mundo e chegou a 726.712 detentos em junho de 2016, mais que o dobro da média mundial. 89% deles em unidades superlotadas. Dos encarcerados, 64% são negros ou "pardos" e 55% com idade inferior a 25 anos.

Seis em cada dez presos são analfabetos, fora os funcionais. 40% dos presos, ou seja, 290,6 mil se encontram em prisão preventiva, sem julgamento, condenação e muitos sequer processados. 28% (203,4 mil) por tráfico de drogas. Os presídios deveriam ser destinados aos efetivamente perigosos, assim como também deveriam ser considerados os condenados por corrupção porque roubam do povo. Para os demais a Justiça poderia aplicar penas alternativas e monitoramento eletrônico. No caso das drogas chega a ser irracional porque a prisão de 203,4 mil custa 600 milhões por mês. E a privação da liberdade poderia se dar em clínicas terapêuticas de recuperação dos realmente viciados pela metade deste valor o que reduziria os consumidores que alimentam o tráfico..

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