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Ideias
Fevereiro 06, 2018 - 22:14

A INFORMALIDADE DO NOVO MUNDO DO TRABALHO

Rodrigo Vieira Jornalista em São José dos Campos

O Brasil encerrou 2017 com redução da taxa de desocupação. É o que mostrou o IBGE: de janeiro a março a taxa foi de 13,7% enquanto que no último trimestre do ano o índice era de 12%. No entanto, o dado não significou geração de novos postos de trabalho formais.

Ao contrário. Pela primeira vez na história do trabalho no Brasil a informalidade superou a formalidade, com 33,2 milhões de trabalhadores na formalidade e 34,2 milhões na informalidade - por conta própria e sem carteira assinada.

Há os que pensam que tal transformação seja positiva. Em geral são os que compreendem o indivíduo como um empreendimento: Você S.A. Mas não há glamour ao Empresário de Si num país na periferia do planeta, apenas pesadelo.

Embora a informalidade seja instrumento de "amenização da crise do emprego no país", conforme o Instituto para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), estar submetido ao arbítrio informal implica em ocupações degradantes, intermitentes e pouco qualificadas, com jornada de trabalho 30% superior aos trabalhadores formais e com remunerações 25% inferiores daqueles com carteira assinada, sem falar do desamparo às (des) regulamentações.

Degradação é o ato de destruir e, no universo do trabalho, significa não menos que aviltamento, estranhamento e despolitização. Talvez esteja aí a chave para compreensão da crise de representação pela qual os partidos políticos estão mergulhados, alheios as novas lutas, sonhos e anseios deste novo mundo do trabalho..

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