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Ideias
Fevereiro 01, 2018 - 23:54

MERCADO DE TRABALHO

Além de fechar mais de 50 mil empregos no Vale, crise no mercado precarizou empregos e diminuiu a faixa salarial


Cinquenta e um mil empregos desapareceram no Vale do Paraíba nos últimos quatro anos, de acordo com os dados oficiais do governo federal, desde o começo da crise econômica que fez o país beijar a lona, levando a economia a nocaute. O número é assombroso, então é prudente repetir: entre 2014 e 2017, mais de cinco dezenas de milhares de vagas de emprego foram fechadas, deixaram de existir -- o volume é tão grande que bate a população de 27 das 39 cidades da RMVale. É como, por exemplo, se toda a população de Tremembé, com os seus 43 mil habitantes, tivesse perdido o trabalho. E esse mesmo exemplo poderia ser usado com a população de outros municípios da região, como Aparecida, Bananal, Cachoeira Paulista, Ilhabela, Tremembé e outras.

O ano passado registrou saldo (é a diferença entre admissões e demissões) negativo de 3.210 postos de trabalho com carteira assinada no Vale do Paraíba. E em 2016, esse resultado tinha sido ainda pior: fechamento de 18.501 vagas. O ápice da crise do emprego na região, que teve início em 2014, ano em que foram fechados 4.981 vagas, ocorreu em 2015, quando o saldo foi de - 24.526 empregos.

Apesar da crise ter diminuído a intensidade ao longos dos últimos anos, ela dá sinais claros de que está longe de terminar -- e mesmo depois da entrada em vigor da reforma trabalhista, no mês de novembro passado, que traria, de acordo com promessa do presidente Michel Temer (MDB), milhões de novas vagas de emprego para o país.

Como publicou OVALE, após a entrada em vigor da reforma a já lenta retomada na geração de postos de trabalho na região perdeu fôlego. Em outubro, a RMVale apresentou saldo positivo de 2.072 postos de trabalho abertos, o que representava o melhor resultado regional desde novembro de 2014. No mês seguinte, 642 novos empregos gerados. Em dezembro, porém, o saldo do Vale voltou a ser negativo: - 3.210 empregos.

Em uma nova reportagem, publicada à página 10 de edição de hoje, OVALE revela o perfil dos postos de trabalho criados e fechadas na região.

Na média, as profissões com o maior saldo de admissões possuem uma faixa salarial cerca de 30% mais baixa do que aquelas que têm o menor saldo.

Traduzindo, as vagas cortadas têm, de acordo com o governo federal, melhores salários do que as que foram geradas.

Além dos empregos cortados, a crise precarizou as condições de trabalho. Quando sairemos do fundo do poço?.

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