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Economia
Fevereiro 10, 2018 - 09:06

Em crise, Vale sofre queda de 90% no volume de novos investimentos

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INVESTIMENTO. Cortando o Vale, Dutra escoa 50% do PIB no país. Ortiz (ao lado) aposta em atrair novos negócios.

Foto: Cláudio Vieira/ PMSJC

Pesquisa da Fundação Seade aponta redução drástica no volume de investimentos públicos e privados feitos no Vale do Paraíba em 2017, na comparação com o ano anterior. No estado, a tendência foi de incremento de negócios

Guilhermo [email protected]

Indo na contramão do estado, a RMVale registrou queda de aproximadamente 90% no volume de investimentos públicos e particulares anunciados em 2017, de acordo com novo balanço disponibilizado pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados).

Foram R$ 125 milhões investidos no Vale do Paraíba entre os meses de janeiro e setembro -- os dados de outubro a dezembro de 2017 ainda não foram fechados pelo Seade. O número é 88,6% menor do que o registrado na região no mesmo período em 2016, quando foi investido R$ 1,12 bilhão.

É o pior índice desde o início da série histórica, em 2012. O Vale, no terceiro trimestre de 2017, foi 'lanterminha' em São Paulo. Já o estado, seguindo o sentido contrário, dobrou seu volume de investimentos.

"O problema é que nossa região é essencialmente industrial. Para colocar dinheiro é complicado. A turbulência faz com que os empresários daqui e os de fora tenham medo de investir. Aqui, quando a situação está ruim, nós sofremos mais", afirmou o economista Luís Carlos Laureano, do Fapeti (Fundo de Apoio à Pesquisa de Tecnologia e Inovação), da Unitau (Universidade de Taubaté).

CRISE.

No Vale, nos primeiros três trimestres de 2017, a região recebeu 10 investimentos -- desde inaugurações de hotel e lojas, a reforma de estação ferroviária, pontes e aeroporto, além de outras. Já em 2016, entre janeiro e setembro, foram 28 investimentos na região.

São José, por exemplo, caiu de 15 para 5 investimentos na comparação entre 2016 e 2017 -- queda de 66,6%. Também foram registrados investimentos em Taubaté (2), São Sebastião (1), Ilhabela (1) e Ubatuba (1) durante o ano de 2017, de acordo com dados do Seade.

Cidades da região precisam atrair novos empreendimentos, afirmam prefeituras

As prefeituras dos principais municípios do Vale defendem a necessidade de criação de um ambiente favorável para a atração de novos investimentos. "O levantamento da Fundação Seade registra para Taubaté em 2017 dois empreendimentos de destaque: uma loja da Havan e a instalação do Shopping Fashion Vale Outlet. A cidade também recebeu no ano passado uma unidade da Leroy Merlin. Cabe ao município promover um ambiente favorável a vinda de novos investimentos por meio do fortalecimento de sua infraestrutura", disse, em nota a administração Ortiz Junior (PSDB), que destacou, entre outras ações, a revitalização dos distritos industriais.

Em Jacareí, a administração Izaias Santana (PSDB), aposta em investimentos públicos (construção de creches, escolas) e no estímulo a investimentos privados. "Um exemplo disso é o GAP (Grupo de Análise de Processos) o qual tem a função de reduzir burocracias e agilizar a instalação de empresas no município através de um trabalho conjunto [intersecretarias]", diz nota.

São José não comentou.

Total de negócios em Campinas é até 50 vezes maior do que na RMVale

Em outro índice da pesquisa do Seade, que calcula o volume de investimento em 12 meses (do 4º trimestre de 2016 até o 3º trimestre de 2017), a região de Campinas, por exemplo, tem volume de investimento 50 vezes maior do que a RMVale. Em dólares, são US$ 2,1 bilhão na área campineira e US$ 40 milhões no Vale. Em São José, a ACI (Associação Comercial e Industrial) crê que 2018 será melhor. "A economia já deu sinais de recuperação no segundo semestre de 2017, com a inflação dentro da meta e com queda gradual dos juros, tendência de reversão do quadro".

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